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	<title>Mera Falácia &#187; PolÃªmica</title>
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	<description>o cúmplice de todos.</description>
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		<title>proposta para o partido pirata do brasil</title>
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		<pubDate>Sat, 06 Jun 2009 01:07:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>barraponto</dc:creator>
				<category><![CDATA[PolÃªmica]]></category>

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		<description><![CDATA[pra comeÃ§ar do comeÃ§o, somos o partido pirata porque nossa iniciativa se deu em resposta ao partido pirata da suÃ©cia e a internacional pirata. existe historicidade nesse nome, existe uma espÃ©cie de tradiÃ§Ã£o recÃ©m inventada da qual fazemos parte por termos nos levantado e clamado para nÃ³s o nome PARTIDO PIRATA.claro, a gente pode recuar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>pra comeÃ§ar do comeÃ§o, somos o partido pirata porque nossa iniciativa se deu em resposta ao partido pirata da suÃ©cia e a internacional pirata. existe historicidade nesse nome, existe uma espÃ©cie de tradiÃ§Ã£o recÃ©m inventada da qual fazemos parte por termos nos levantado e clamado para nÃ³s o nome PARTIDO PIRATA.<br />claro, a gente pode recuar e pronto. Ã© que no brasil, embora rolem milhares (milhÃµes?) de iniciativas piratas, nÃ£o houve uma organizaÃ§Ã£o pensada para este fim, um fÃ³rum ou ong ou movimento que clamasse pelo livre compartilhamento*. quando algo quis se unificar nesse sentido, foi o partido pirata. nÃ£o foi o trezentos, nem o psol, nem o instituto brasileiro do direito eletrÃ´nico (nossa EFF) nem o grupo de pesquisa em polÃ­ticas pÃºblicas pelo acesso Ã  informaÃ§Ã£o. fomos nÃ³s, que invocamos o nome PARTIDO PIRATA. talvez tenha sido um carro a frente dos boys.<br />porque temos pouco traquejo da polÃ­tica institucional, com suas burocracias e linguagens, simplesmente nÃ£o podemos sair dando a cara a tapa nesses espaÃ§os. mas principalmente porque nÃ£o desejamos essa prÃ¡tica e pertencimento, mesmo em nossas fileiras que desejam ser institucionalizadas como partido. respondendo Ã  tradiÃ§Ã£o deus ex machina da suÃ©cia e da internacional pirata, fazemos pouco caso da democracia boba de votar e ser representados e entÃ£o decidirmos. como propus em nossa reuniÃ£o (vou me citar):<br />&#8220;nÃ£o houve discussÃ£o alguma das leis de direitos autorais e copyright conosco (nÃ³s, a sociedade). mas Ã© bom lembrar que nÃ£o estamos implorando pela discussÃ£o, mas reivindicando o espaÃ§o e o direito de compartilhar. porque se houver essa discussÃ£o, houver moderaÃ§Ã£o no controle da &#8220;propriedade intelectual&#8221;, e tudo se resolver reformando as leis e acomodando uma prÃ¡tica p2p aqui e outra ali, NÃ“S AINDA VAMOS COMPARTILHAR PASSANDO POR CIMA DA LEI.&#8221;<br />claro, no dia eu nÃ£o organizei tÃ£o bem assim, e a teologia pirata sempre me faz mais confuso e mÃ­stico do que uma cartilha (graÃ§as a deus). mas a idÃ©ia geral Ã© essa, porque se baseia em algo que PARA MIM (e pelo menos para mim) vem dos princÃ­pios que fundam nosso coletivo. princÃ­pios que nÃ£o saÃ­ram tÃ£o claros daquela reuniÃ£o, e cuja aceitaÃ§Ã£o ou discussÃ£o podem abrir espaÃ§o para o COLETIVO PIRATARIA ou para o PARTIDO PIRATA.<br />o princÃ­pio-eixo-norte que temos Ã© o *COMPARTILHAR. acreditamos que o melhor jeito de gerir a informaÃ§Ã£o Ã© garantir seu compartilhamento, sua discussÃ£o por olhos e cÃ©rebros plurais, diversos e confusos, capazes de perceber e conceber de formas diferentes os problemas e suas soluÃ§Ãµes. aqui Ã© um bom momento para pedir aos colegas que leiam o livro &#8220;a catedral e o bazaar&#8221;, ou pelo menos o artigo. COMPARTILHAR, como um direito, nÃ£o se sobrepÃµe Ã  PRIVACIDADE, mas depende dela para garantir a LIBERDADE DE EXPRESSÃƒO &#8211; o veÃ­culo pelo qual o compartilhamento vai se dar. a mecÃ¢nica Ã© simples: sem privacidade (que inclui ANONIMATO) nÃ£o podemos nos sentir Ã  vontade para compartilhar informaÃ§Ã£o relevante mas perigosa (um exemplo Ã© a crise presidencial na guatemala e seus desdobramentos no ciberespaÃ§o).<br />entÃ£o efendemos, como desdobramento do COMPARTILHAR, a LIBERDADE DE EXPRESSÃƒO e a PRIVACIDADE E ANONIMATO como bandeiras fundamentais, nossos PRINCÃPIOS FUNDAMENTAIS. isto Ã© comum a todos, acredito, apesar do pepino que Ã© compartilhar mesmo quando proibido. mas jÃ¡ o fazemos, do contrÃ¡rio nÃ£o serÃ­amos piratas &#8211; deixemos esse medo hipÃ³crita de lado. sÃ³ que existe um princÃ­pio que se desdobra deste mesmo desejo de compartilhar que, acredito eu, Ã© capaz de traÃ§ar a diferenÃ§a entre um coletivo e um partido. trata-se do embate com a indÃºstria e sua ideologia da propriedade intelectual (outro artigo de leitura fundamental).<br />ora, queremos livre expressÃ£o para compartilhar idÃ©ias e imaginaÃ§Ãµes do mundo. a indÃºstria nos amputa destas idÃ©ias e imaginaÃ§Ãµes o pedaÃ§o que cercam e chamam de PROPRIEDADE INTELECTUAL. este territÃ³rio do pensamento nos Ã© privado e isso nos traz muito desgosto, tanto que simplesmente pulamos a cerca e o clamamos de volta. essa Ã© nossa prÃ¡tica pirata, certo? para garantir nossa repressÃ£o, a indÃºstria faz lobby para controlar e vigiar o ciberespaÃ§o, esse terreno lÃ­quido onde nosso sonho de compartilhar Ã© facilitado e serve como meio para organizar o compartilhamento no MEATSPACE tambÃ©m &#8211; este termo serÃ¡ chave mais adiante. e lÃ¡ estamos nÃ³s outra vez enfrentando a mesma indÃºstria. como Ãºltimo exemplo, de um universo de confrontos que jÃ¡ aconteceram e vÃ£o acontecer, a indÃºstria organiza sua educaÃ§Ã£o para inculcar a ideologia da propriedade intelectual nas escolas, nos trailers de filmes, nos processos da RIAA contra cidadÃ£os, toda a parafernÃ¡lia repressora. aÃ­ tambÃ©m nos vemos em confronto.<br />por isso, piratas, acredito que nossos princÃ­pios sÃ£o dois: o COMPARTILHAR (cujas bandeiras sÃ£o a LIVRE EXPRESSÃƒO e a PRIVACIDADE E ANONIMATO) e a extinÃ§Ã£o ou ABOLIÃ‡ÃƒO DA PROPRIEDADE INTELECTUAL. este segundo nÃ£o pode ser confundido com o fim da autoria, dado que amamos os autores por suas obras, nem com a extinÃ§Ã£o da distribuiÃ§Ã£o comercial das obras &#8211; embora tenhamos pouco ou nenhum carinho pela mesma, nos Ã© suficiente que essa prÃ¡tica nÃ£o se pretenda a Ãºnica forma de distribuiÃ§Ã£o possÃ­vel e nem a seja. desejando abolir a propriedade intelectual, nos aproximamos de algo que hÃ¡ muito tempo se desenhou como partido, mas que em nada lembra esses engravatados institucionais que fingem tomar partidos ideolÃ³gicos quando apenas defendem seu bolso (e isto inclui os partidos de igreja, infelizmente). por tomar partido com relaÃ§Ã£o a um espinho em sua carne, cidadÃ£os do fim do sÃ©culo 19 se reivindicaram o PARTIDO COMUNISTA (mas isto tem pouco a ver com o PCB ou o PC do B), e desenrolaram sua estratÃ©gia para abolir a propriedade privada (do capital).<br />como brinquei no rio de janeiro, nÃ£o estamos andando com a foice e o martelo na mÃ£o. mas se desejamos enfrentar a propriedade intelectual, temos que agir para construir nossa estratÃ©gia, desenvolver nosso pensamento e politizar nossas prÃ¡ticas. trata-se aqui de uma estratÃ©gia (ugh, lÃ¡ vem a palavra maldita) revolucionÃ¡ria. Ã© sim, virar a mesa sobre uma indÃºstria ou um mercado que antes de nascermos (mesmo os mais velhos no grupo/coletivo/partido) jÃ¡ entornava a mesa toda sobre nÃ³s. nÃ£o aceitar os cercamentos e propor a vida sem eles Ã©, Ã  sua maneira, revolucionÃ¡rio. pode levar Ã  consciÃªncia da exploraÃ§Ã£o da proprieda privada do capital (aha! olha a foice e o martelo aÃ­ gente) mas pode simplesmente levar a uma livre determinaÃ§Ã£o das formas de viver, orientadas pelo COMPARTILHAR que Ã© nosso princÃ­pio. se isso Ã© reforma ou revoluÃ§Ã£o pouco me importa, desde que o mundo melhore e seja mais palatÃ¡vel, menos excludente e mais diverso e plural. nÃ£o nos interessa a cor do gato, desde que pegue este rato sagrado. entÃ£o ele pode ser atÃ© vermelho.<br />e aÃ­ temos uma inspiraÃ§Ã£o forte, um motivo sÃ©rio para nos chamarmos PARTIDO. mais sÃ©rio do que o motivo da suÃ©cia, que assim se chamou para disputar vagas no congresso e infernizar a indÃºstria repressora. temos um motivo sÃ©rio para fundarmos uma INTERNACIONAL, embora jÃ¡ nos agrade em bastante uma ilha pirata. e nossa mente jÃ¡ Ã© essa ilha pirata, hoje. mas para usufruir da diversidade, para que compartilhem conosco como desejamos compartilhar, Ã© necessÃ¡rio sim libertar os demais cidadÃ£os (nÃ£o-piratas) da ideologia da propriedade intelectual e seus desdobramentos repressores (escola, publicidade, lei). nesse sentido proponho aqui a fundaÃ§Ã£o do PARTIDO PIRATA bem como do COLETIVO PIRATARIA &#8211; com a sutil diferenÃ§a do primeiro nome embutir um desejo revolucionÃ¡rio. sonho com que este partido corresponda Ã  &#8220;tomada de consciÃªncia da classe hacker&#8221;, como pede mckenzie wark no seu &#8220;manifesto hacker 4.0&#8243;. sei que muito se agregarÃ¡ a este desejo revolucionÃ¡rio, mas deixo isso para as reuniÃµes do PARTIDO PIRATA. o COLETIVO PIRATARIA pode continuar seu trabalho e serÃ¡ de muito valor para nÃ³s, para despertar o desejo (de compartilhar, de curtir, de reorganizar o mundo, de reimaginÃ¡-lo). o PARTIDO PIRATA Ã© esse desejo manifesto.</p>
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		<title>por mario benedetti.</title>
		<link>http://gedigi.net/merafalacia/2009/05/por-mario-benedetti/</link>
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		<pubDate>Sat, 23 May 2009 16:26:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>barraponto</dc:creator>
				<category><![CDATA[PolÃªmica]]></category>

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		<description><![CDATA[Transgresiones
Todo mandato es minucioso
y cruel
me gustan
las frugales transgresiones
Por ejemplo inventar el buen
amor
aprender
en los cuerpos y en tu cuerpo
OÃ­r la noche y no decir
amÃ©n
trazar
cada uno el mapa de su audacia
Aunque nos olvidemos
de olvidar
seguro
que el recuerdo nos olvida
Obedecer a ciegas deja
ciego
crecemos
solamente en la osadÃ­a
Solo cuando transgredo alguna
orden
el futuro
se vuelve respirable
Todo mandato es minucioso
y cruel
me gustan
las frugales transgresiones.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h3>Transgresiones</h3>
<p>Todo mandato es minucioso<br />
y cruel<br />
me gustan<br />
las frugales transgresiones<br />
Por ejemplo inventar el buen<br />
amor<br />
aprender<br />
en los cuerpos y en tu cuerpo<br />
<acronym title="Ouvir">OÃ­r</acronym> la noche y no decir<br />
amÃ©n<br />
trazar<br />
cada uno el mapa de su audacia<br />
<acronym title="Ainda que">Aunque</acronym> nos olvidemos<br />
de <acronym title="esquecer">olvidar</acronym><br />
seguro<br />
que <acronym title="A recordaÃ§Ã£o">el recuerdo</acronym> nos olvida<br />
Obedecer a ciegas <acronym title="deixa">deja</acronym><br />
ciego<br />
crecemos<br />
solamente en la osadÃ­a<br />
Solo cuando transgredo alguna<br />
orden<br />
el futuro<br />
se <acronym title="torna">vuelve</acronym> respirable<br />
Todo mandato es minucioso<br />
y cruel<br />
me gustan<br />
las frugales transgresiones.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>o que Ã© comunicaÃ§Ã£o, ou porque eu falo tanto?</title>
		<link>http://gedigi.net/merafalacia/2009/05/o-que-e-comunicacao-ou-porque-eu-falo-tanto/</link>
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		<pubDate>Thu, 07 May 2009 13:43:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>barraponto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Conversa]]></category>
		<category><![CDATA[PolÃªmica]]></category>
		<category><![CDATA[amigos]]></category>
		<category><![CDATA[midialogia]]></category>

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		<description><![CDATA[No dia 7 de maio, dia seguinte ao workshop de EAD do GGEAD da Unicamp (ao que eu nÃ£o fui), uma amiga pediu a minha opiniÃ£o sobre EAD, mas eu &#8220;acidentalmente&#8221; distorci o papo para ComunicaÃ§Ã£o. O que segue Ã© uma copy-paste ligeiramente editada do meu log no gtalk.
&#8212;-
(09:22:51) lu fÃ¡vero: Na verdade perguntei se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No dia 7 de maio, dia seguinte ao workshop de EAD do GGEAD da Unicamp (ao que eu nÃ£o fui), uma amiga pediu a minha opiniÃ£o sobre EAD, mas eu &#8220;acidentalmente&#8221; distorci o papo para ComunicaÃ§Ã£o. O que segue Ã© uma copy-paste ligeiramente editada do meu log no gtalk.</p>
<p>&#8212;-</p>
<p><span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #cc0000;">(09:22:51) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #cc0000;"><span style="font-size: small;">lu fÃ¡vero: </span></span><span style="font-size: small;">Na verdade perguntei se vc foi pq qria saber sua opiniÃ£o sobre ead&#8230;</span><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #204a87;">(09:23:12) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #204a87;"><span style="font-size: small;">capi: </span></span><span style="font-size: small;">EAD Ã© que nem comunicaÃ§Ã£o</span><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #cc0000;">(09:23:13) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #cc0000;"><span style="font-size: small;">lu fÃ¡vero: </span></span><span style="font-size: small;">(curiosidade. e suas opiniÃµes sÃ£o deveras pertinentes, na maior parte das vezes)</span><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #204a87;">(09:23:20) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #204a87;"><span style="font-size: small;">capi: </span></span><span style="font-size: small;">qual sua opiniÃ£o sobre comunicaÃ§Ã£o?</span><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #cc0000;">(09:23:36) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #cc0000;"><span style="font-size: small;">lu fÃ¡vero: </span></span><span style="font-size: small;">comunicaÃ§Ã£o</span><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #cc0000;">(09:24:17) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #cc0000;"><span style="font-size: small;">lu fÃ¡vero: </span></span><span style="font-size: small;">bom&#8230; (cara eu nÃ£o sei dar minha opiniÃ£o sobre nada. mas vou tentar)</span><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #cc0000;">(09:25:21) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #cc0000;"><span style="font-size: small;">lu fÃ¡vero: </span></span><span style="font-size: small;">Comunicar, pra mim, Ã© trocar e construir idÃ©ias.</span><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #cc0000;">(09:25:52) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #cc0000;"><span style="font-size: small;">lu fÃ¡vero: </span></span><span style="font-size: small;">E essa Ã© a definiÃ§Ã£o que eu tambÃ©m daria pra educaÃ§Ã£o.</span><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #204a87;">(09:25:58) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #204a87;"><span style="font-size: small;">capi: </span></span><span style="font-size: small;">legal.</span><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #204a87;">(09:26:14) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #204a87;"><span style="font-size: small;">capi: </span></span><span style="font-size: small;">eu tinha pensado, quando perguntei, que EAD engloba muita coisa. como ComunicaÃ§Ã£o</span><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #204a87;">(09:26:25) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #204a87;"><span style="font-size: small;">capi: </span></span><span style="font-size: small;">(embora seja um sub-escopo dentro de EducaÃ§Ã£o)</span><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #204a87;">(09:27:05) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #204a87;"><span style="font-size: small;">capi: </span></span><span style="font-size: small;">daÃ­ sei lÃ¡, vc pode adorar desenhar seus amigos pra se lembrar deles do jeito que vocÃª os imagina (comunicaÃ§Ã£o) mas odiar a revista veja (comunicaÃ§Ã£o).</span><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #204a87;">(09:27:21) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #204a87;"><span style="font-size: small;">capi: </span></span><span style="font-size: small;">mas aÃ­ sua pergunta acabou indo prum lado legal.</span><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #204a87;">(09:27:43) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #204a87;"><span style="font-size: small;">capi: </span></span><span style="font-size: small;">comunicar, pra mim, Ã© construir um comum.</span><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #204a87;">(09:27:53) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #204a87;"><span style="font-size: small;">capi: </span></span><span style="font-size: small;">(etimologicamente chato)</span><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #204a87;">(09:28:02) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #204a87;"><span style="font-size: small;">capi: </span></span><span style="font-size: small;">mas o valente<em>*</em> que me deu essa idÃ©ia.<br />
</span><em>nota do editor &gt;&gt; o professor JosÃ© Armando Valente, do curso de Midialogia da Unicamp</em><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #204a87;">(09:28:12) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #204a87;"><span style="font-size: small;">capi: </span></span><span style="font-size: small;">imagina que o que vc entende do mundo</span><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #cc0000;">(09:28:14) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #cc0000;"><span style="font-size: small;">lu fÃ¡vero: </span></span><span style="font-size: small;">eu nunca tinha pensado essa palavra etmologicamente</span><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #204a87;">(09:28:25) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #204a87;"><span style="font-size: small;">capi: </span></span><span style="font-size: small;">Ã© um conjunto (no sentido matemÃ¡tico)</span><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #cc0000;">(09:28:26) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #cc0000;"><span style="font-size: small;">lu fÃ¡vero: </span></span><span style="font-size: small;">(fantÃ¡stico!)</span><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #204a87;">(09:28:35) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #204a87;"><span style="font-size: small;">capi: </span></span><span style="font-size: small;">aqueles diagramas lembra, a bolinha?</span><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #204a87;">(09:28:38) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #204a87;"><span style="font-size: small;">capi: </span></span><span style="font-size: small;">entÃ£o.</span><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #cc0000;">(09:28:39) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #cc0000;"><span style="font-size: small;">lu fÃ¡vero: </span></span><span style="font-size: small;">aha</span><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #204a87;">(09:28:50) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #204a87;"><span style="font-size: small;">capi: </span></span><span style="font-size: small;">o que eu entendo (que Ã© o que eu sei, o que eu imagino, o que eu sinto, enfim)</span><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #204a87;">(09:28:58) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #204a87;"><span style="font-size: small;">capi: </span></span><span style="font-size: small;">Ã© outro conjunto.</span><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #cc0000;">(09:29:02) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #cc0000;"><span style="font-size: small;">lu fÃ¡vero: </span></span><span style="font-size: small;">certo</span><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #204a87;">(09:29:20) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #204a87;"><span style="font-size: small;">capi: </span></span><span style="font-size: small;">mas como Ã© o mesmo mundo e a gente usa (de formas bastante distintas) a mesma linguagem&#8230;</span><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #204a87;">(09:29:28) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #204a87;"><span style="font-size: small;">capi: </span></span><span style="font-size: small;">existe uma interseÃ§Ã£o.</span><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #cc0000;">(09:29:44) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #cc0000;"><span style="font-size: small;">lu fÃ¡vero: </span></span><span style="font-size: small;">sim. e isso seria comunicar?</span><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #204a87;">(09:29:49) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #204a87;"><span style="font-size: small;">capi: </span></span><span style="font-size: small;">nÃ£o</span><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #204a87;">(09:29:55) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #204a87;"><span style="font-size: small;">capi: </span></span><span style="font-size: small;">isso Ã© o que nÃ³s temos em comum.</span><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #204a87;">(09:29:58) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #204a87;"><span style="font-size: small;">capi: </span></span><span style="font-size: small;">:)</span><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #cc0000;">(09:29:59) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #cc0000;"><span style="font-size: small;">lu fÃ¡vero: </span></span><span style="font-size: small;">sim</span><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #cc0000;">(09:30:01) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #cc0000;"><span style="font-size: small;">lu fÃ¡vero: </span></span><span style="font-size: small;">=]</span><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #204a87;">(09:30:09) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #204a87;"><span style="font-size: small;">capi: </span></span><span style="font-size: small;">usando isso&#8230;</span><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #204a87;">(09:30:19) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #204a87;"><span style="font-size: small;">capi: </span></span><span style="font-size: small;">tudo que tÃ¡ aÃ­ nesse campo em comum</span><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #204a87;">(09:30:38) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #204a87;"><span style="font-size: small;">capi: </span></span><span style="font-size: small;">(eu to falando tanto das palavras quanto das sensaÃ§Ãµes e das imaginaÃ§Ãµes em si)</span><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #204a87;">(09:31:05) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #204a87;"><span style="font-size: small;">capi: </span></span><span style="font-size: small;">(e essa vontade de nÃ£o separar uma coisa da outra faz lingÃ¼istas e semioticistas me maltratarem Ã s vezes)</span><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #204a87;">(09:31:40) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #204a87;"><span style="font-size: small;">capi: </span></span><span style="font-size: small;">bom, usando isso que estÃ¡ na interseÃ§Ã£o, eu posso, atravÃ©s das minha habilidades comunicativas, tentar compartilhar uma outra coisa que nÃ£o estÃ¡ nesse campo.</span><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #204a87;">(09:31:51) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #204a87;"><span style="font-size: small;">capi: </span></span><span style="font-size: small;">como um uso da palavra, uma sensaÃ§Ã£o, uma imaginaÃ§Ã£o&#8230;</span><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #204a87;">(09:32:20) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #204a87;"><span style="font-size: small;">capi: </span></span><span style="font-size: small;">o esforÃ§o de fazer isso eu chamo de comunicaÃ§Ã£o.</span><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #204a87;">(09:33:55) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #204a87;"><span style="font-size: small;">capi: </span></span><span style="font-size: small;">(eu digo o esforÃ§o porque o sucesso Ã© questionÃ¡vel, na medida em que nÃ£o dÃ¡ pra saber se nÃ³s estamos compartilhando mesmo, se o que existe do seu lado Ã© o mesmo que do meu. mas pra fins de vida, eu acho que importa sÃ³ um bocado, e se a partir disso existe disposiÃ§Ã£o em vocÃª de me tratar como alguÃ©m mais prÃ³ximo, entÃ£o Ã© pragmaticamente a mesma coisa, porque Ã© como se tivÃ©semos algo a mais em comum)</span><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #204a87;">(09:34:47) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #204a87;"><span style="font-size: small;">capi: </span></span><span style="font-size: small;">essa minha abordagem Ã© ligeiramente nÃ£o-cientÃ­fica. ligeira o suficiente pra eu poder ler ciÃªncia e aprender com ela, mas o suficiente pra eu ser indigesto pros cientistas.</span><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #cc0000;">(09:35:00) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #cc0000;"><span style="font-size: small;">lu fÃ¡vero: </span></span><span style="font-size: small;">Meu, muito interessante essa abordagem do conceito. (nÃ£o tinha pensado ele dessa maneira, embora o que eu imaginasse fosse mais ou menos isso)</span><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #204a87;">(09:35:03) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #204a87;"><span style="font-size: small;">capi: </span></span><span style="font-size: small;">por isso quando eu escrevo pra academia eu tenho que usar algum outro teÃ³rico e tal.</span><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #204a87;">(09:36:11) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #204a87;"><span style="font-size: small;">capi: </span></span><span style="font-size: small;">o engraÃ§ado Ã© que o valente desenhou o diagrama na lousa, tentando me explicar o que era educaÃ§Ã£o.</span><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #204a87;">(09:36:42) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #204a87;"><span style="font-size: small;">capi: </span></span><span style="font-size: small;">e quando ele marcou a Ã¡rea em comum eu pensei: porra, isso Ã© comun-icaÃ§Ã£o.</span><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #cc0000;">(09:36:55) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #cc0000;"><span style="font-size: small;">lu fÃ¡vero: </span></span><span style="font-size: small;">Uou</span><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #204a87;">(09:37:03) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #204a87;"><span style="font-size: small;">capi: </span></span><span style="font-size: small;">e o legal dessa palavra</span><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #204a87;">(09:37:16) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #204a87;"><span style="font-size: small;">capi: </span></span><span style="font-size: small;">e que o &#8220;ica&#8221; tb quer dizer algo.</span><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #cc0000;">(09:37:25) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #cc0000;"><span style="font-size: small;">lu fÃ¡vero: </span></span><span style="font-size: small;">oq ?</span><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #204a87;">(09:37:25) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #204a87;"><span style="font-size: small;">capi: </span></span><span style="font-size: small;">afinal existe uma diferenÃ§a entre grafar e graficar.</span><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #204a87;">(09:38:09) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #204a87;"><span style="font-size: small;">capi: </span></span><span style="font-size: small;">eu nÃ£o sei bem o que. me soa como se comunar fosse tornar comum, e comunicar fosse &#8220;tentar tornar comum com alguma estratÃ©gia premeditada&#8221;</span><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #204a87;">(09:38:18) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #204a87;"><span style="font-size: small;">capi: </span></span><span style="font-size: small;">ops, as aspas incluem o tentar.</span><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #204a87;">(09:38:45) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #204a87;"><span style="font-size: small;">capi: </span></span><span style="font-size: small;">o ica tÃ¡ ali pra dizer que Ã© um esforÃ§o para o qual se desenvolvem tÃ©cnicas, estratÃ©gias.</span><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #204a87;">(09:38:58) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #204a87;"><span style="font-size: small;">capi: </span></span><span style="font-size: small;">(isso na etimologia que eu tirei do meu chapÃ©u, claro.)</span><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #cc0000;">(09:39:09) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #cc0000;"><span style="font-size: small;">lu fÃ¡vero: </span></span><span style="font-size: small;">E faz todo o sentido.</span><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #204a87;">(09:39:14) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #204a87;"><span style="font-size: small;">capi: </span></span><span style="font-size: small;">aliÃ¡s isso tudo&#8230;</span><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #204a87;">(09:39:50) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #204a87;"><span style="font-size: small;">capi: </span></span><span style="font-size: small;">:) Ã© eu fico esforÃ§ando meu pensamento pra sair de forma narrativa pra ser mais agradÃ¡vel, mas ele acaba sendo sÃ³ mais convincente. e isso nÃ£o tem nada a ver com ser verdade.</span><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #204a87;">(09:39:59) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #204a87;"><span style="font-size: small;">capi: </span></span><span style="font-size: small;">convincente =/= verdadeiro</span><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #204a87;">(09:40:20) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #204a87;"><span style="font-size: small;">capi: </span></span><span style="font-size: small;">entÃ£o nÃ£o ponha muita fÃ© no que eu disse</span><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #cc0000;">(09:41:10) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #cc0000;"><span style="font-size: small;">lu fÃ¡vero: </span></span><span style="font-size: small;">Eu ponho sim. NÃ£o porque Ã© convincente ( e Ã©, nÃ£o vou dizer que nÃ£o). Mas porque foi uma abordagem sobre a qual eu nunca tinha pensado.</span><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #204a87;">(09:41:53) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #204a87;"><span style="font-size: small;">capi: </span></span><span style="font-size: small;">seu argumento nÃ£o vale, tem muita coisa que a gente nÃ£o pensou (ainda)</span><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #cc0000;">(09:42:59) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #cc0000;"><span style="font-size: small;">lu fÃ¡vero: </span></span><span style="font-size: small;">Vale sim. NÃ£o quer dizer que eu vÃ¡ concordar com isso pra sempre. Quer dizer que eu vou refletir utilizando tambÃ©m essa abordagem Ã  partir de agora.</span><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #204a87;">(09:44:01) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #204a87;"><span style="font-size: small;">capi: </span></span><span style="font-size: small;">Ã© economicamente mais interessante vc me listar nas suas dÃºvidas do que nas suas fÃ©s. vai acelerar o processo de vc bater o que tiver a mÃ£o nas idÃ©ias (que nÃ£o sÃ£o minhas) e me por em dÃºvida tambÃ©m.</span><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #204a87;">(09:44:17) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #204a87;"><span style="font-size: small;">capi: </span></span><span style="font-size: small;">mas a gente tÃ¡ querendo a mesma coisa dando nomes diferentes talvez.</span><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #204a87;">(09:45:31) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #204a87;"><span style="font-size: small;">capi: </span></span><span style="font-size: small;">(na real vc pegou uma Ã©poca ruim pra conversar essas coisas comigo. atÃ© 2008, eu tava querendo bases pras pessoas se entenderem, mas hoje eu virei um radical da dÃºvida, igual o mauricius<em>*</em>)</span><br />
<em>nota&gt;&gt;Mauricius Farina, professor do curso de Midalogia da Unicamp</em><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #cc0000;">(09:47:18) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #cc0000;"><span style="font-size: small;">lu fÃ¡vero: </span></span><span style="font-size: small;">A dÃºvida gera a comunicaÃ§Ã£o (porque incentiva as pessoas a tentar tornar comum o que Ã© particular)</span><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #cc0000;">(09:47:34) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #cc0000;"><span style="font-size: small;">lu fÃ¡vero: </span></span><span style="font-size: small;">nÃ£o me fiz entender, acho</span><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #204a87;">(09:47:37) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #204a87;"><span style="font-size: small;">capi: </span></span><span style="font-size: small;">a dÃºvida pra mim anda sendo meio que nem o clube da luta</span><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #204a87;">(09:47:49) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #204a87;"><span style="font-size: small;">capi: </span></span><span style="font-size: small;">a regra numero um Ã© que nÃ£o se fala sobre o clube da luta.</span><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #cc0000;">(09:48:10) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #cc0000;"><span style="font-size: small;">lu fÃ¡vero: </span></span><span style="font-size: small;">ahhh (nÃ£o assisti clube da luta. ia perguntar o porque)</span><br />
<span style="font-weight: normal;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #204a87;">(09:49:15) </span></span></span><span style="font-weight: bold; color: #204a87;"><span style="font-size: small;">capi: </span></span><span style="font-size: small;">vÃª quando puder, Ã© divertido, vc acaba o filme querendo destruir alguma coisa. ou realizar sua libido de qualquer outra forma, criativa ou destrutiva. sei lÃ¡, Ã© um filme afrodisÃ­aco apesar das imagens&#8230;</span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>breve sobre CorporaÃ§Ãµes e Estados e a Nova ComunicaÃ§Ã£o</title>
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		<pubDate>Tue, 14 Apr 2009 14:39:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>barraponto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Original]]></category>
		<category><![CDATA[PolÃªmica]]></category>
		<category><![CDATA[RÃ¡pida]]></category>
		<category><![CDATA[cibercultura]]></category>
		<category><![CDATA[economia]]></category>
		<category><![CDATA[polÃ­tica]]></category>

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		<description><![CDATA[EntÃ£o eu leio no barrapunto.com, agregador espanhol, que a CorÃ©ia do Sul aprovou lei que exige identificaÃ§Ã£o de conteÃºdo subido para redes sociais, se este alcanÃ§a 100mil visitas. Como vocÃª nÃ£o tem como saber se vai virar viral ou nÃ£o, o jeito Ã© se identificar. Como retaliaÃ§Ã£o a essa prÃ¡tica, a Google vetou o upload [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>EntÃ£o eu leio no <a href="http://ciberderechos.barrapunto.com/article.pl?sid=09/04/14/0845258">barrapunto.com</a>, agregador espanhol, que a CorÃ©ia do Sul aprovou lei que exige identificaÃ§Ã£o de conteÃºdo subido para redes sociais, se este alcanÃ§a 100mil visitas. Como vocÃª nÃ£o tem como saber se vai virar viral ou nÃ£o, o jeito Ã© se identificar. Como retaliaÃ§Ã£o a essa prÃ¡tica, a Google vetou o upload de usuÃ¡rios que se identificam como sul-coreanos. Calma, eles ainda podem subir, mas precisam declarar-se como cidadÃ£os de outra naÃ§Ã£o, no serviÃ§o.</p>
<p>E isso nÃ£o Ã© mera picuinha cÃ­vica. A Google conhece seus usuÃ¡rios, sabem que eles acessam Orkut onde Ã© proibido via proxy, confiam que uma censura tÃ£o simples serÃ¡ contornada em segundos &mdash; e declarando-os de outra naÃ§Ã£o, a Google nÃ£o estÃ¡ mais sujeita a aÃ§Ãµes de controle ou mesmo ao retorno: caso o Governo Sul-Coreano venha a fazer perguntas, a empresa simplesmente responde &#8220;Ã© proibido subir do seu paÃ­s, nÃ£o pode ser daÃ­&#8221;. Ela estÃ¡ combatendo a atitude do paÃ­s, incentivando os cidadÃ£os a contornarem essa tosquÃ­ssima lei, mas ao mesmo tempo lavando suas mÃ£os, onerando-se menos com auditorias e o mais.</p>
<p>Tempo atrÃ¡s, a Google (de novo) hospedou no Blogger pÃ¡ginas do governo de OssÃ©tia, jÃ¡ que os servidores desta caÃ­ram frente ciber-ataques da RÃºssia. Mas na tecnologia de redes, a RÃºssia nÃ£o Ã© pÃ¡reo para a Google. Sim, uma empresa sozinha (ou quase) peita a InteligÃªncia Russa pÃ³s-KGB. E nÃ£o Ã© a primeira vez na histÃ³ria que uma empresa intervÃ©m tÃ£o diretamente, por prÃ¡ticas de comunicaÃ§Ã£o, na vida polÃ­tica de um paÃ­s. A Real Networks interviu deliciosamente em Sarajevo, criando canais de web-rÃ¡dio e levando equipamentos e tÃ©cnicos &mdash; em pleno bombardeio. Deve existir tanto exemplo que eu sÃ³ posso ir somando no meio dos comentÃ¡rios. Este post Ã© sÃ³ pra lembrar o papel desses grandes jogadores na polÃ­tica, em paÃ­ses democrÃ¡ticos ou nÃ£o (como as crises internet-escas China).</p>
<p>UPDATE: <a href="http://www.nytimes.com/2008/10/13/technology/internet/13suicide.html?_r=3&#038;ref=technology&#038;oref=slogin&#038;oref=slogin" title="matÃ©ria no N. Y. Times">aparentemente</a>, existe uma oposiÃ§Ã£o forte ao governo sul-coreano presente na web, que pressionavam-no a respeito da importaÃ§Ã£o de carne americana. ApÃ³s alguns afastamentos, os partidoscomeÃ§aram uma discussÃ£o do controle da Web, sob o pretexto de discutir <span lang="en">cyber-bullying</span> e difamaÃ§Ã£o. O cÃ³digo penal do paÃ­s jÃ¡ cobre difamaÃ§Ã£o e bullying, mas o Governo quer punir mais severamente esses crimes quando cometidos e registrados na rede. Lembra algo que estÃ¡ acontecendo no Brasil.</p>
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		<title>sobre a Forma do Jogo</title>
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		<pubDate>Sun, 12 Apr 2009 18:33:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>barraponto</dc:creator>
				<category><![CDATA[PolÃªmica]]></category>
		<category><![CDATA[estrangeira]]></category>
		<category><![CDATA[videogame]]></category>

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		<description><![CDATA[Pra comeÃ§ar, eu entendo menos sobre games do que eu gostaria de entender. Muito menos. Pra ser sincero, acho que nÃ£o li nada de concreto sobre o tema. Artigos, crÃ­ticas, jogo muito, mas me falta ainda uma leitura profunda. Ainda assim, algo me chamou a atenÃ§Ã£o neste artigo do Clive Thompson para a Slate:
So, on [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pra comeÃ§ar, eu entendo menos sobre games do que eu gostaria de entender. Muito menos. Pra ser sincero, acho que nÃ£o li nada de concreto sobre o tema. Artigos, crÃ­ticas, jogo muito, mas me falta ainda uma leitura profunda. Ainda assim, algo me chamou a atenÃ§Ã£o <a href="http://www.slate.com/id/2096112/">neste artigo</a> do Clive Thompson para a Slate:</p>
<blockquote lang="en"><p>So, on a simple level, games like Rising Sun cater to fantasies about a particular type of mayhem. They provide an excuse to mess around with vintage AK-47s, much as Star Wars games allow you to finally get your hands on a light saber. But after a while, the fantasy element fades, and all you&#8217;re left with is gameplay. When I play Battlefield 1942, I&#8217;ll actually lose track of whether I&#8217;m technically supposed to be Soviet, German, or American. I&#8217;m too busy blowing the crap out of the guys in differently colored uniforms.<br />
This leads to a surprising facet of game psychology: Really hard-core gamers often look past the cultural &#8220;content&#8221; of a game. They&#8217;re mostly worried about a more prosaic concern, which is whether the game is fun. The geopolitics of a game melt away as players, like philosophers musing on their favorite platonic solid, ponder gameplay in the abstract.</p></blockquote>
<p>Clive imagina, separados, o contexto histÃ³rico do jogo e sua jogabilidade. Esta funciona como estratÃ©gia imersiva e ao mesmo tempo como laboratÃ³rio: Ã© aÃ­ que o jogador experimenta e brinca com as regras, as metas e as <span lang="en">engines</span>. E essa experimentaÃ§Ã£o eclipsa o contexto: um <span lang="en">gamer</span>, durante o jogo, preocupa-se mais com a estratÃ©gia, os controles e o andamento da missÃ£o do que com a derrota dos Aliados e a resistÃªncia de Berlim. E entÃ£o o colunista provoca: &#8220;pacifistas podem argumentar que, tornando a guerra em fÃ­sicas legais e controles de inventÃ³rios, os games podem des-sensibilizar-nos para a violÃªncia&#8221;.</p>
<p>Eu me senti um pouco incomodado com a separaÃ§Ã£o forma/contexto do Clive Thompson. Ã‰ interessante observar esse argumento em polÃªmicas como a do RapeLay ou do Carmaggedon. Sobre o primeiro, li recentemente as dores dos <a href="http://www.slate.com/id/2213073/pagenum/all" title="Leigh Alexander, no blog The Art of Play, da Slate">crÃ­ticos</a> de <a href="http://latimesblogs.latimes.com/the_big_picture/2009/03/saw-vs-rapelay.html" title="Patrick Goldstein no blog The Big Picture, do Los Angeles Times">mÃ­dia</a>, <a href="http://www.gamepolitics.com/2009/02/14/gp-poll-was-amazon-right-drop-rape-game" title="Pesquisa de OpiniÃ£o entre leitores do GamePolitics">jogadores</a>, <a href="http://www.gamepolitics.com/2009/02/23/ny-city-council-speaker-will-call-retail-boycott-rape-game" title="GamePolitics cobre Proposta de Censura do CÃ¢mara Municipal de Nova Iorque">polÃ­ticos</a>, na hora de interpretÃ¡-lo: como julgar um questionavelmente divertido simulador de estupro? De um lado, jogadores que separam mundo real e fantasia virtual. De outro, a preocupaÃ§Ã£o sÃ©ria de Leigh Alexander: RapeLay retrata a cultura <span lang="jp">chikan</span>, dos pervertidos do metrÃ´ japonÃªs, que afeta quase dois terÃ§os das mulheres japonesa; e ainda fantasia sobre consensualidade feminina no cenÃ¡rio de estupro (elas acabam gostando, gozam). Se aqui, o contexto Ã© incÃ´modo, a jogabilidade nÃ£o difere do <span lang="jp"><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Eroge">eroge</a></span> convencional &mdash; e Ã© assim que ele vai ser lido pelos jogadores interessados. NÃ£o <span lang="en">gamers</span>, argumenta Clive Thompson, nÃ£o enxergam o jogo, mas apenas o teatro contextual dos personagens e do cenÃ¡rio.</p>
<p>Essa separaÃ§Ã£o, insisto, Ã© forÃ§ada pelos crÃ­ticos. A experimentaÃ§Ã£o no jogo Ã© fundamental, Ã© a razÃ£o de ser do meio: Ã© que difere Harry Potter Livro de Harry Potter Jogo. Mas aÃ­ tambÃ©m eu percebo que existe uma imaginaÃ§Ã£o do desenrolar, antecipando aÃ§Ãµes, criando expectativas, criativamente imaginando o que o personagem faria. Ã‰ o clÃ¡ssico &#8220;CUIDADO, ATRÃS DE VOCÃŠ&#8221;, gritado na frente da tevÃª, em qualquer filme de suspense. A diferenÃ§a no jogo Ã© que ele Ã© o espaÃ§o para essa experimentaÃ§Ã£o, embora limitado pelo programa e pelo roteiro do jogo (nÃ£o se pode matar a Zelda).</p>
<p>O que me leva a crer que o gamer nunca esquece o contexto, mas trata-o como experimentaÃ§Ã£o, como brincadeira mesmo. NÃ£o se quer matar a princesa Zelda de verdade, mas seria interessante imaginar a histÃ³ria caso o Link resolvesse se aliar a Ganon. Knights of the Old Republic te dÃ¡ essa liberdade (embora ainda limitada pelo roteiro), RPGs de mesa, aqueles com fichas e um mestre-narrador, sÃ£o o campo fundamental para essa experiÃªncia. E mesmo aÃ­, por limitaÃ§Ãµes de tempo e paciÃªncia, os jogadores se esforÃ§am em manter uma histÃ³ria.</p>
<p>E se o jogador nÃ£o se importa mais com a vitÃ³ria do Eixo em Berlim, Ã© porque jÃ¡ se propÃ´s a realizÃ¡-la; em seguida vem a dura tarefa de derrotar os russos, que nos entretÃ©m durante longos perÃ­odos. O quanto da proposta fica naturalizada, preservada em nossas mentes, Ã© que precisa entrar em jogo &mdash; literalmente. Vencer um cenÃ¡rio matando os oponentes Ã© uma soluÃ§Ã£o quase Ã³bvia, passar o mesmo cenÃ¡rio sÃ³ se escondendo e se esquivando, exige mais esforÃ§o e algum esforÃ§o no design (parabÃ©ns ao Metal Gear Solid por realizar o desafio com sucesso). E isso coloca em questÃ£o a moral do protagonista: ele Ã© um genocida? Um herÃ³i taciturno? E existe aÃ­ um espaÃ§o delicioso para se trabalhar o Game Design.</p>
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		<title>em defesa da Ã‰tica da Rede</title>
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		<pubDate>Fri, 10 Apr 2009 16:59:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>barraponto</dc:creator>
				<category><![CDATA[PolÃªmica]]></category>
		<category><![CDATA[blogosfera]]></category>
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		<description><![CDATA[Estou louco pra usar o termo &#8220;Network Nation&#8221;, que Eric Raymond usa no artigo A Brief History of Hackerdom, para nomear as redes que nasceram prÃ©-internet entre computadores rodando Unix. Mas o que interessa aqui Ã© o fato de que existia uma vanguarda de cultura tecnolÃ³gica, acertando atividades e atitudes para criar essas NaÃ§Ãµes, esse [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estou louco pra usar o termo &#8220;Network Nation&#8221;, que Eric Raymond usa no artigo <a href="http://www.catb.org/~esr/writings/cathedral-bazaar/hacker-history/" title="artigo em xhtml">A Brief History of Hackerdom</a>, para nomear as redes que nasceram prÃ©-internet entre computadores rodando Unix. Mas o que interessa aqui Ã© o fato de que existia uma vanguarda de cultura tecnolÃ³gica, acertando atividades e atitudes para criar essas NaÃ§Ãµes, esse terreno.</p>
<p>Essa vanguarda ainda existe, embora geraÃ§Ã£o apÃ³s geraÃ§Ã£o elas mudem muito em natureza. Os primeiros usuÃ¡rios do Orkut eram uma camada dessa vanguarda, e essa turma criou uma cultura ali, que foi se manifestar no &#8220;beija ou chuta o perfil acima&#8221; e na comunidade Discografias, um dos maiores esforÃ§os coletivos que eu jÃ¡ vi na cibercultura brasileira.</p>
<p>EntÃ£o aparece um hacker que faz um script para o Twitter, permitindo seguir muitas pessoas, jÃ¡ que &#8220;de 100 pessoas que vocÃª segue, pelo menos 50 delas vÃ£o te seguir tambÃ©m&#8221;, <a href="http://www.infohelp.org/danilo-salles/twitter-adicione-todos-seguidores-com-um-clique/">bloga</a> o autor <a href="http://twitter.com/dansalles" title="twitter do Danilo">Danilo Salles</a>, &#8220;isso Ã© fato&#8221;. E jÃ¡ vem a crÃ­tica, preocupada com o efeito sobre essa mesma cultura de seguir, de valorar um usuÃ¡rio pelo seu nÃºmero de seguidores. E ainda mais, de uma forma muito sincera, preocupa-se com a reduÃ§Ã£o da cultura interconectada, das conversas transversais, Ã  uma cultura massiva/broadcast, papo de carro de som de sindicato, em que todos fingem que lÃªem e que sÃ£o lidos. Vou citar o crÃ­tico que eu <a href="http://naocontepramamae.wordpress.com/2009/04/07/177">li</a>: o Neto, do <a href="http://naocontepramamae.wordpress.com">NÃ£o Conte pra MamÃ£e</a> e colaborador no <a href="http://www.coxacreme.com.br/">CoxaCreme</a> (onde o li pela primeira vez).</p>
<blockquote><p>assim, aos poucos, lÃ¡ se vai a via de duas mÃ£os do Twitter. (&#8230;) Inflar artificialmente o nÃºmero de seguidores tem apenas essa funÃ§Ã£o: transformar o que era diÃ¡logo, em monÃ³logo.</p></blockquote>
<p>E isso nÃ£o Ã© chororÃ´, Ã© muito sÃ©rio. A Internet, principalmente a Web, Ã© a pÃ¡tria-mÃ£e de muitas culturas, algumas antagÃ´nicas, como os &#8220;conversadores&#8221; e os &#8220;massificadores&#8221;. Existe espaÃ§o para todos, mas o atrito Ã© inevitÃ¡vel. Confiar na contagem de followers perde lugar pela prÃ¡tica de alguns, mas ao mesmo tempo os nÃºmeros menores servem para reconhecer os puristas (alguÃ©m se lembra dos &#8220;legits&#8221; da Battle.net?). O uso de scripts Ã© uma cultura muito bem-vinda Ã  rede, com todos os seus usos. Eu gosto muito do <a href="http://userscripts.org">Userscripts.org</a>, repositÃ³rio de scripts para Greasemonkey.</p>
<p>A Ã‰tica das Redes Ã© menos simples do que preservar as conexÃµes e seus valores. Ã‰ entender-se como territÃ³rio de experiÃªncias, com toda sua diversidade de usuÃ¡rios, e confiar que todos saberemos nos guiar nesse caos tranqÃ¼ilo que Ã© a rede. Followers <a href="http://twitter.com/AlexCastroLLL/statuses/1459799377" title="via @AlexCastroLLL via @Lucastx">nÃ£o se abatem do imposto de renda</a>, e um nÃºmero que nÃ£o representa seus leitores, nÃ£o vale sequer como nÃºmero. E aÃ­? AÃ­ quem quer seguir esse modelo, quem quer seguir o outro, valem as culturas e os scripts diferentes.</p>
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		<title>sobre o PreÃ§o de um EspaÃ§o PÃºblico</title>
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		<pubDate>Sun, 05 Apr 2009 15:26:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>barraponto</dc:creator>
				<category><![CDATA[PolÃªmica]]></category>
		<category><![CDATA[amigos]]></category>
		<category><![CDATA[cibercultura]]></category>
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		<description><![CDATA[Este post Ã© resposta ao meu colega midiÃ¡logo Gabriel Ishida, que expressou seu desagrado com as limitaÃ§Ãµes de acesso a serviÃ§os Web, restringidos na base de pagamento. Ele compara as limitaÃ§Ãµes do Flickr, Rapidshare e Last.fm, diferenciando o limite de acesso dos primeiros (limites de hospedagem, atrasos na interface) da exclusÃ£o ao acesso do Last.fm. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Este post Ã© resposta ao meu colega midiÃ¡logo Gabriel Ishida, que <a href="http://midializado.blogspot.com/2009/03/portas-trancadas-e-pedagiadas.html" title="Midializado">expressou</a> seu desagrado com as limitaÃ§Ãµes de acesso a serviÃ§os Web, restringidos na base de pagamento. Ele compara as limitaÃ§Ãµes do Flickr, Rapidshare e Last.fm, diferenciando o limite de acesso dos primeiros (limites de hospedagem, atrasos na interface) da exclusÃ£o ao acesso do Last.fm. O Ishida nÃ£o usou o termo, mas acho que Ã© a isto que ele estÃ¡ sensÃ­vel: no Rapidshare, nÃ£o pagantes usam de forma pior mas usam; no Last.fm nÃ£o pagantes usam um pouquinho e depois estÃ£o de fora, nÃ£o podem curtir mais.</p>
<p>O argumento que eu apresento aqui Ã© que meu colega, assim como uma boa parte do pÃºblico web, sente a Web 2.0 como um espaÃ§o pÃºblico. Ã‰ claro que a Web1.0 era de certa forma acessÃ­vel (lembra dos portais de hospedagem, tipo o hpg?), mas nem se compara com a Web2.0, especialmente considerado o contexto: conexÃ£o rÃ¡pida, interfaces mais avanÃ§adas (CSS2/3 e Javascript para browsers modernos), portais lindos (youtube, flickr, last.fm). Existe uma sensaÃ§Ã£o de pertencimento na rede, ajudado pelo esforÃ§o convidativo dos serviÃ§os: o &#8220;invite-only&#8221; do Orkut virou o &#8220;join now&#8221; do Twitter.</p>
<p>Todo espaÃ§o pÃºblico exige manutenÃ§Ã£o: uma praÃ§a, uma rua. Na Internet, existem os custos de conexÃ£o e hospedagem e processamento: o Twitter com seus milhÃµes de usuÃ¡rios Ã© carÃ­ssimo; o Last.fm, que faz streaming de mÃºsica, nem se fala; o Youtube sÃ³ se banca pelo Google. SÃ³ que enquanto o espaÃ§o pÃºblico do meatspace Ã© mantido pelo Estado (ou por nÃ³s mesmos, indiretamente), a Internet tem sua prÃ³pria natureza. Porque a construÃ§Ã£o de uma praÃ§a Ã© resolvida coletivamente, ou pelo menos, representativamente (diz nossa democracia). JÃ¡ uma iniciativa Web Ã© privada, sai do dinheiro do investidor. E se existem iniciativas privadas que sÃ£o tombadas como pÃºblicas, ou pelo menos sustentadas (escolas, pontos de cultura, museus), na Internet esse processo Ã© muito difÃ­cil de acontecer, tendo em vista o volume de investimento que as startups de sucesso requerem.</p>
<p>Existe um cenÃ¡rio em que uma iniciativa privada, pessoal, de serviÃ§o para rede, pode ser tornado pÃºblico, isto Ã©, de manutenÃ§Ã£o coletiva (mas nÃ£o estatal). Ã‰ o licenciamento pÃºblico de um ServiÃ§o, liberando seu cÃ³digo fonte e permitindo a colaboraÃ§Ã£o na sua construÃ§Ã£o e implementaÃ§Ã£o. Ã‰ claro que envolve seu projeto tambÃ©m: como exemplo, o Identi.ca, a alternativa ao twitter. Trata-se de um serviÃ§o de microblogging, com <acronym title="Application Programming Interface">API</acronym> e aplicativos de suporte, que se baseia em um software chamado Laconica, licenciado sob <acronym title="Affero General Public License">AGPL</acronym>. A diferenÃ§a crucial Ã© que o Laconica foi desenhado para ser implementado em diversos servidores e interoperar. Ou seja, eu posso rodar um servidor Laconica para o Instituto de Artes da Unicamp, arcando com os custos do serviÃ§o para umas mil pessoas, ou pouco menos que isso. Outro colega UnicamponÃªs pode arcar com o serviÃ§o para o Instituto de ComputaÃ§Ã£o, e nÃ³s verÃ­amos as atualizaÃ§Ãµes dos colegas em outros servidores. Isso Ã© dividir o custo do serviÃ§o. Sem contar que toda melhora no serviÃ§o (novas maneiras de lidar com spam, por exemplo) podem ser compartilhados. Sem contar que cada um de nÃ³s pode monetizar de forma diferente (eu posso inclusive deixar o Instituto pagar a conta).</p>
<p>Portanto, desenrolando o argumento, existe uma sensaÃ§Ã£o de que a Web2.0 Ã© nosso espaÃ§o pÃºblico por excelÃªncia, mas esta sensaÃ§Ã£o Ã© ilusÃ³ria. Uma hora Ã© preciso pagar as contas, e isso vai repercutir na base de usuÃ¡rios. Acredito que as soluÃ§Ãµes distribuÃ­das tem melhores condiÃ§Ãµes de se constituir como espaÃ§o pÃºblico, especialmente porque podem se tornar diversificadas. Isto Ã©, ter funÃ§Ãµes diferentes em implementaÃ§Ãµes diferentes, se associarem a outros serviÃ§os (por exemplo, Ã s provedoras) e nichificarem. E se tudo isto parece utÃ³pico demais, a Web e o E-mail sÃ£o dois exemplos de serviÃ§os que se construiram assim, atÃ© hoje.</p>
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		<title>sobre ser Jornalista no Brasil, no sÃ©culo 21, parte 2</title>
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		<pubDate>Sat, 04 Apr 2009 22:10:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>barraponto</dc:creator>
				<category><![CDATA[PolÃªmica]]></category>
		<category><![CDATA[acadÃªmicos]]></category>
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		<description><![CDATA[NÃ£o estou obcecado com isso, mas estou acompanhando, preocupado com o futuro dos circuitos de (des)informaÃ§Ã£o no paÃ­s onde eu vivo. A questÃ£o toda Ã© bem balanceada, entre concentrar e desconcertar. Li hoje o argumento do Elias Machado, no ObservatÃ³rio da Imprensa, e suas opiniÃµes me deram a vontade de desenvolver alguns elementos no debate. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>NÃ£o estou obcecado com isso, mas estou acompanhando, preocupado com o futuro dos circuitos de (des)informaÃ§Ã£o no paÃ­s onde eu vivo. A questÃ£o toda Ã© bem balanceada, entre concentrar e desconcertar. Li hoje o argumento do Elias Machado, no ObservatÃ³rio da Imprensa, e suas opiniÃµes me deram a vontade de desenvolver alguns elementos no debate. Espero ser menos entusiasta Web e mais crÃ­tico nesta parte 2 (o entusiasmo que eu vinha mostrando atÃ© agora neste blogue me fazia soar menos sÃ©rio e menos crÃ­tico do que eu queria ser. fail). Cito o <a href="http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=531DAC001" title="Uma decisÃ£o histÃ³rica sobre o diploma">artigo</a>:</p>
<blockquote><p>A falta de dignidade para o exercÃ­cio da profissÃ£o levou jornalistas de renome, como SimÃµes Lopes Neto e Lima Barreto, a passarem por vÃ¡rias dificuldades financeiras. Lima Barreto, como antes fizera Machado de Assis, que trabalhou no MinistÃ©rio de Obras, dependia do emprego de amanuense no MinistÃ©rio da Guerra, tendo que colaborar ao mesmo tempo com diversas publicaÃ§Ãµes. SimÃµes Lopes Neto, durante uma boa parte da vida de colaborador, sequer recebia salÃ¡rio e, quando morreu, deixou a famÃ­lia na mais absoluta misÃ©ria, sem direito a uma pensÃ£o que garantisse o mÃ­nimo necessÃ¡rio para a sobrevivÃªncia da mulher e da filha adotiva. Consagrado como bico, o jornalismo nÃ£o era considerado uma profissÃ£o e o jornalista, conseqÃ¼entemente, tampouco era tido como um profissional que deveria ser retribuÃ­do por seu trabalho.</p></blockquote>
<p>Talvez o jornalismo atÃ© o sÃ©culo 20 fosse mais uma questÃ£o de fazer circular idÃ©ias (o abolicionismo ou o nacionalismo, no sÃ©culo 19) do que de sustentabilidade econÃ´mica. Renda Ã© urgente, uma vez que esse mesmo jornalismo dependia da riqueza dos seus mantenedores (em geral, homens de riqueza recente, industrial ou comercial). As assinaturas eram menos responsÃ¡veis pela sobrevivÃªncia do veÃ­culo do que a riqueza inicial e a forÃ§a de vontade. Eu estou, claro, romantizando esse passado. A capitalizaÃ§Ã£o do jornalismo, sua transformaÃ§Ã£o em bem de consumo, mudou algumas coisas aÃ­. Primeiro, a questÃ£o passou a ser o lucro. NÃ£o bastasse a preocupaÃ§Ã£o com existir (que era algo caro), ainda tinha essa margem a ser retornada aos investidores. DaÃ­ veio a promiscuidade da publicidade, que envolve os jornais em compromissos Ã s vezes escusos: como criticar seu patrocinador, seus atos, o governo? Li, nessa linha, um <a href="http://www.semana.com/documents/Doc-1671_2008812.pdf" title="el precio del silencio 200pp">relatÃ³rio</a> bem <a title="resumen ejecutivo 18pp" href="www.proacceso.cl/files/Precio%20del%20Silencio%20-%20Resumen%20Ejecutivo.pdf">resumido</a> sobre a publicidade do governo ser responsÃ¡vel por manter alguns veÃ­culos (e puxar o tapete na hora certa). Encrenca.</p>
<p>E o que isso tem a ver com a reserva? NÃ£o apenas ela encarece a iniciativa (embora coloque o jornalista em uma posiÃ§Ã£o mais confortÃ¡vel), como tambÃ©m limita o campo (jornalismo) a um espaÃ§o profissional: aqueles que publicavam para circular suas idÃ©ias agora dependem de uma formaÃ§Ã£o (Ã  qual nem todos tem acesso). Esse modelo de jornalismo terÃ¡ que ceder ao modelo de mercado. E mesmo que exista Le Monde Diplomatique, mercado de nicho ainda Ã© mercado. Ainda tem uma forma de compromissos econÃ´micos que precedem os ideolÃ³gicos. Dado que nÃ£o Ã© possÃ­vel ser neutro, pelo menos preservÃ¡ssemos a diversidade.</p>
<blockquote><p>Como qualquer atividade profissional em uma sociedade complexa como a nossa, o jornalismo pressupÃµe uma formaÃ§Ã£o superior especÃ­fica. O grau de especializaÃ§Ã£o do conhecimento nas mais diversas Ã¡reas de cobertura exige que o profissional do jornalismo tenha uma formaÃ§Ã£o conceitual, tÃ©cnica e deontolÃ³gica que possibilite uma compreensÃ£o objetiva da realidade. A rigor, o conhecimento cientÃ­fico existente sobre o jornalismo impede que um leigo possa desempenhar a prÃ¡tica profissional com um mÃ­nimo de qualidade, como antes acontecia nos tempos da imprensa artesanal e de uma sociedade infinitamente menos complexa.</p></blockquote>
<p>O que, na lÃ³gica do mercado, deveria ser uma competiÃ§Ã£o injusta, torna-se, mediado pela lei, uma competiÃ§Ã£o impossÃ­vel. No caso da engenharia civil ou da medicina, temos um risco que Ã© fatal. E no caso da informaÃ§Ã£o, por acaso imagina-se que o jornalismo Ã© canal exclusivo? Tratamos aqui, de certa forma, da autoridade que a imprensa expressa em suas notÃ­cias. Mas o que sustenta este discurso, cercado de compromissos? O que, por si sÃ³, nÃ£o compromete a confiabilidade: blogueiros tem leitores assÃ­duos que lhes credita a autoria, embora nÃ£o confie neles 100%. De certa forma, a Web pode servir para desautorizar a imprensa, que nunca esclareceu seus procedimentos de investigaÃ§Ã£o ou seleÃ§Ã£o.</p>
<p>Estas preocupaÃ§Ãµes estÃ£o em aberto, aguardando desenrolar. O esclarecimento a respeito da construÃ§Ã£o do discurso da imprensa, uma exigÃªncia utÃ³pica, caminha na direÃ§Ã£o de compreender sua excelÃªncia jornalÃ­stica. Ã‰ claro que um autor interessado em uma questÃ£o tem condiÃ§Ãµes melhores de tratÃ¡-la, por conhecer seus contornos, mas serÃ¡ que <em>necessariamente</em> melhor que um especialista com preocupaÃ§Ãµes de publicizar a questÃ£o (e o debate)? E este Ãºltimo, deve ter seu lugar na imprensa cassado atÃ© que se prove o contrÃ¡rio (ou seja, que ele se forme em jornalismo)?</p>
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		<title>sobre ser Jornalista no Brasil, no sÃ©culo 21</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Mar 2009 19:06:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>barraponto</dc:creator>
				<category><![CDATA[PolÃªmica]]></category>
		<category><![CDATA[acadÃªmicos]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>

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		<description><![CDATA[O jornalismo conta com reserva de mercado desde 1969, isto Ã©, sÃ³ profissionais graduados em jornalismo podem exercer essa funÃ§Ã£o na mÃ­dia e imprensa do sÃ©culo 20. Para a ditadura dos anos 70 no Brasil, deve ter sido uma boa esse controle, embora o professor da ECA/USP EugÃªnio Bucci, em artigo no EstadÃ£o, tenha sentido [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O jornalismo conta com reserva de mercado desde 1969, isto Ã©, sÃ³ profissionais graduados em jornalismo podem exercer essa funÃ§Ã£o na mÃ­dia e imprensa do sÃ©culo 20. Para a ditadura dos anos 70 no Brasil, deve ter sido uma boa esse controle, embora o professor da ECA/USP EugÃªnio Bucci, <a href="http://www.direitoacomunicacao.org.br/novo/content.php?option=com_content&#038;task=view&#038;id=4056" title="clipping do ObservatÃ³rio do Direito Ã  ComunicaÃ§Ã£o">em artigo no EstadÃ£o</a>, tenha sentido que &#8220;ela ajudou a elevar o padrÃ£o da profissÃ£o no Brasil&#8221;. NÃ£o quero discutir esta impressÃ£o, pois nÃ£o sou jornalista nem tenho a idade e experiÃªncia que o professor tem. Mas principalmente, tenho discernimento para perceber que a qualidade horrÃ­vel da grande imprensa e grande mÃ­dia, desinformativa por interesses, apresentando seu discurso falsamente neutro, nÃ£o tem <strong>nada</strong> a ver com a formaÃ§Ã£o.</p>
<p>A discussÃ£o da reserva de mercado tocou uma ferida interessante: e o direito de livre expressÃ£o e comunicaÃ§Ã£o, como fica? Embora isso tenha doÃ­do nos Ãºltimos 40 anos, eu vejo a questÃ£o como fundamental hoje porque, veja bem, a livre expressÃ£o e comunicaÃ§Ã£o estÃ¡ acontecendo a todo gÃ¡s. Blogs, torrents, observatÃ³rios espontÃ¢neos (como este blog), compartilhamento, repositÃ³rios de mÃ­dia, tudo isto invade, deita e rola no campo do que era o jornalismo no sÃ©culo passado. E embora <a href="http://www.theonion.com/content/video/youtube_contest_challenges_users" title="sacada boa do the Onion">a qualidade do material seja fundamental</a>, a diversidade Ã© muito mais representativa do espaÃ§o que este material ocupa na nossa mÃ­dia e imprensa do sÃ©culo 21.</p>
<p>Por melhor que seja um profissional, ele se forma abstratamente: um comunicador, em qualquer Ã¡rea que o contratem para comunicar. E por melhor que seja o profissional, ele ainda precisa honrar os interesses e compromissos do veÃ­culo para que trabalha. Entenda aqui as reportagens da Globo sobre o fechamento de rÃ¡dios livres em SÃ£o Paulo. As reportagens da Veja sobre o presidente da Venezuela. Tudo sob aquela falsa neutralidade que eu citei antes, e que deve fazer parte dos manuais da Folha ou do EstadÃ£o, ou parte do que se espera para o Homer Simpson Brasileiro.</p>
<p>A blogosfera, os podcasters, e a mÃ­dia pequena deste sÃ©culo nÃ£o seguem esse manual Ã  risca, principalmente nesse quesito da neutralidade. A neutralidade teve seu papel mercadolÃ³gico no sÃ©culo passado, quando as poucas emissoras de rÃ¡dio e tv se colocavam em cima do muro para nÃ£o espantar seus espectadores menos engajados, ou oposicionistas. Um pouco de esforÃ§o e lembraremos do quanto os jornais do sÃ©culo 19 eram tudo menos neutros: polÃªmicas, guerras, abolicionismo&#8230; Quando o Marcelo Trasel blogou sobre o avanÃ§o da reserva de mercado sobre os blogs, eu me assustei, mas era claro que nÃ£o ia rolar. A nova mÃ­dia nichifica, se envolve, e reconhecem a influÃªncia direta que tem sobre o objeto de sua atenÃ§Ã£o. TÃªm atÃ© certo orgulho, misturam reportagem com engahamento, investigaÃ§Ã£o com ativismo, e hype com publicidade.</p>
<p>EntÃ£o, embora profissionais, o modelo de mÃ­dia do sÃ©culo passado nÃ£o pode vencer essa qualidade que vem da diversidade. E isto atinge atÃ© os campos mais recentes, como a crÃ­tica de games (caso). Infelizmente, o jornalismo se desaprende na prÃ¡tica. ReconheÃ§o que a mÃ­dia nova vem recheada de porcaria e entropia, mas desconfio das sombras editorias de toda imprensa e mÃ­dia grande, mesmo da Carta Capital por quem tenho tanto carinho. Dinheiro Ã© compromisso. As universidades fariam bem em preservar seus veÃ­culos laboratÃ³rios: pode haver mais espaÃ§o para eles no futuro que para os papÃ©is impressos dos jornalzÃµes.</p>
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		<title>brevÃ­ssima no Bom Uso das Redes Sociais</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Mar 2009 14:47:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>barraponto</dc:creator>
				<category><![CDATA[PolÃªmica]]></category>
		<category><![CDATA[RÃ¡pida]]></category>
		<category><![CDATA[cibercultura]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia]]></category>

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		<description><![CDATA[Em um de seus posts mais recentes, Marco Gomes exibe seus trabalhos de fotografia e comenta na sua nova prÃ¡tica de organizaÃ§Ã£o para coletivizar a obra: twitar.
Ultimamente tenho feito o RolÃª FotogrÃ¡fico, saio pela cidade tirando fotos do que acho interessante. Esse nÃ£o Ã© um â€œeventoâ€ e nÃ£o foi criado por mim, mas quando eu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em um de seus posts mais recentes, Marco Gomes exibe seus trabalhos de fotografia e comenta na sua nova prÃ¡tica de organizaÃ§Ã£o para coletivizar a obra: twitar.</p>
<blockquote><p>Ultimamente tenho feito o <a href="http://www.flickr.com/photos/marcogomes/sets/72157613179961077/" title="set no flickr">RolÃª FotogrÃ¡fico</a>, saio pela cidade tirando fotos do que acho interessante. Esse nÃ£o Ã© um â€œeventoâ€ e nÃ£o foi criado por mim, mas quando eu faÃ§o anuncio publicamente e chamo quem quiser participar, fique ligado para o agendamento de um <a href="http://search.twitter.com/search?q=%23rolefotografico" title="busca no twitter">#rolefotografico</a> no Twitter.</p></blockquote>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://www.flickr.com/photos/marcogomes/3261090655/"><img alt="um pobre sorriso negro, de perfil, com texturas de contraste no fundo..." src="http://farm4.static.flickr.com/3341/3261090655_427e9aeefa.jpg" title="de um rolÃª do Marco Gomes" width="500" height="333" /></a><p class="wp-caption-text">um pobre sorriso negro, de perfil, com texturas de contraste no fundo...</p></div>
<p>E Ã© isso mesmo, se organizar nas redes Ã© assim. JÃ¡ foi no Orkut, jÃ¡ foi no IRC&#8230; O virtual serve pra organizar o real</p>
]]></content:encoded>
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		<title>sobre as GeraÃ§Ãµes, parte 1</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Feb 2009 04:00:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>barraponto</dc:creator>
				<category><![CDATA[PolÃªmica]]></category>
		<category><![CDATA[acadÃªmicos]]></category>
		<category><![CDATA[cibercultura]]></category>
		<category><![CDATA[estrangeira]]></category>

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		<description><![CDATA[Go through your first big breakup and you may need to change your status on Facebook from â€œIn a relationshipâ€ to â€œSingle.â€ Everyone will see it on your â€œfeed,â€ including your ex, and thatâ€™s part of the point.
Ã‰ o que me lembrou a Emily Nussbaum, da New York Magazine, em seu Kids, the Internet and [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote lang="en"><p>Go through your first big breakup and you may need to change your status on Facebook from â€œIn a relationshipâ€ to â€œSingle.â€ Everyone will see it on your â€œfeed,â€ including your ex, and thatâ€™s part of the point.</p></blockquote>
<p>Ã‰ o que me lembrou a <a href="http://nymag.com/nymag/author_112" title="Artigos da autora na NYMag.com">Emily Nussbaum</a>, da <a href="http://nymag.com" title="site da revista">New York Magazine</a>, em seu <a href="http://nymag.com/news/features/27341/" title="artigo da NYMag.com">Kids, the Internet and the End of Privacy: The Greatest Generation Gap since Rock and Roll</a>. Esse artigo me chegou pelo <a href="http://palavrasecoisas.blogspot.com">blog da Adriana Amaral</a>, veio na <a href="http://palavrasecoisas.blogspot.com/2009/01/leituras-para-terca.html">lista de leituras</a> dela, e espero que ela tenha lido. Quero ver a opiniÃ£o dela sobre esse <span lang="en">generation gap</span>:</p>
<blockquote lang="en"><p>It&#8217;s been a long time since there was a true generation gap, perhaps 50 years &mdash; you have to go back to the early years of rock and roll, when old people still talked about &#8220;jungle rhythms&#8221;.</p></blockquote>
<p>Rock e Internet tinham tudo a ver com estar na moda. E com revolta e tal. Mas e com educaÃ§Ã£o e emprego? Esse <span lang="en">gap</span> faz uma geraÃ§Ã£o lidar com elementos que a outra nÃ£o compreende (com todas as exceÃ§Ãµes). Confesso que mesmo sendo acadÃªmico, tenho problemas em largar os feeds pra encarar os livros. Enquanto isso, meus professores de cibercultura atÃ© publicam na web, mas nÃ£o estÃ£o ainda Ã  vontade com HTML. E sÃ³ o SÃ©rgio Amadeu tem <a href="http://twitter.com/samadeu">twitter</a>.</p>
<p>DaÃ­ comeÃ§am as questÃµes morais entre as geraÃ§Ãµes. Tem quem pense <cite lang="en">&#8220;You didn&#8217;t behave like that because nobody gave you the option&#8221;</cite> mas alguns assumem <cite lang="en">&#8220;Without any meaningful standard by which to measure our worth, we turn to the public eye for affirmation&#8221;</cite>. Me lembra <cite>A corrosÃ£o do CarÃ¡ter</cite>, onde o autor Richard Sennett preocupa-se com a confusÃ£o que a fluidez traz a tona, esse nÃ£o saber o que fazer para alcanÃ§ar o sucesso em uma carreira que pode mudar de curso abruptamente. Nussbaum diz o mesmo, quando vÃª o <span lang="en">sextape</span> da Paris Hilton (ou Cicarelli) virar publicidade e sucesso.</p>
<p>Voltando Ã  escala da web, isso confunde um pouco outras geraÃ§Ãµes. NÃ£o se trata, essencialmente de publicidade. Ã‰ bom saberem como somos. Se alguÃ©m nÃ£o tolera vegetarianos, melhor que fique longe mesmo. E, principalmente, se alguÃ©m quer fuÃ§ar em Software Livre como eu, <strong>melhor se vier ajudar logo</strong>! Claro, tem toda a maquiagem da publicidade, todos sÃ£o bonitos em fotos de Orkut, e todos sÃ£o filÃ³sofos na descriÃ§Ã£o (todos exceto os miguxos). Mas todos expostos. <cite lang="en">&#8220;Why not? What&#8217;s the worst that&#8217;s going to happen? Twenty years down the road, someone&#8217;s gonna find your picture? Just make sure it&#8217;s a great picture&#8221;</cite>.</p>
<p>A prÃ³xima sacada do artigo Ã© mais legal ainda: nÃ£o existe privacidade (caso vocÃª nÃ£o tenha reparado ainda). A geraÃ§Ã£o nova assume a audiÃªncia, enquanto a anterior finge nÃ£o ligar pras cÃ¢meras de seguranÃ§a, ou pro Google. E a geraÃ§Ã£o web pensa a audiÃªncia, o que complica tudo. Porque a linha entre vida e espetÃ¡culo se borra: como posso postar o que penso sem perder audiÃªncia? Meu post estÃ¡ longo demais? NÃ³s ciborgues, nÃ£o sabemos o que Ã© inocÃªncia. Tudo Ã© premeditado.</p>
<blockquote><p>In essence, every young person in America has become, in the literal sense, a public figure. And so they have adopted the skills that celebrities learn in order not to go crazy: enjoying the attention instead of fighting it &mdash; and doing their own publicity before somebody does it for them.</p></blockquote>
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		<title>sobre o MP3, parte1</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Jan 2009 01:59:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>barraponto</dc:creator>
				<category><![CDATA[PolÃªmica]]></category>
		<category><![CDATA[acadÃªmicos]]></category>
		<category><![CDATA[Ã¡udio]]></category>
		<category><![CDATA[cibercultura]]></category>

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		<description><![CDATA[Terminadas minhas nÃ£o-anunciadas fÃ©rias, comeÃ§o 2009 discutindo pela primeira vez um artigo publicado por um professor meu, do curso de Midialogia da Unicamp. O prof. dr. Eduardo Paiva lida como mp3 e suas potencialidades em um artigo publicado na revista RUA no ano passado. Pirataria, novos modelos para a indÃºstria fonogrÃ¡fica, qualidade do Ã¡udio comprimido, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Terminadas minhas nÃ£o-anunciadas fÃ©rias, comeÃ§o 2009 discutindo pela primeira vez um artigo publicado por um professor meu, do curso de Midialogia da Unicamp. O prof. dr. Eduardo Paiva lida com<a href="http://www.ufscar.br/rua/site/?p=593" title="Breves consideraÃ§Ãµes sobre o formato mp3 e suas potencialidades">o mp3 e suas potencialidades</a> em um artigo publicado na revista <a href="http://www.ufscar.br/rua/site/home.php" title="Revista UniversitÃ¡ria do Audiovisual">RUA</a> no ano passado. Pirataria, novos modelos para a indÃºstria fonogrÃ¡fica, qualidade do Ã¡udio comprimido, indÃºstria cultural sÃ£o tÃ³picos que experamos destas discussÃµes &#8211; sÃ£o inevitÃ¡veis. RevisitÃ¡-los Ã© trazer a tona preocupaÃ§Ãµes que ainda sÃ£o muito novas.</p>
<p>O sucesso da iTunes e a extensa pirataria dos produtos comerciais sÃ£o insinuados pelo prof. Paiva como uma vitÃ³ria da IndÃºstria Cultural e do Capitalismo, onde toda inovaÃ§Ã£o nÃ£o passa de maquiagem sobre um esqueleto tÃ£o imutÃ¡vel quanto a motivaÃ§Ã£o de lucro, desde que esta motivaÃ§Ã£o ganhou ascendÃªncia sobre a cultura. Esta Ã© uma parÃ¡frase de Adorno, citado pelo professor da Unicamp, que introduz a questÃ£o formulando:</p>
<blockquote><p>AtravÃ©s destas tecnologias, e pela primeira vez na histÃ³ria da mÃºsica gravada, o artista passa a ter controle sobre todas as etapas que compÃµem o processo de gravaÃ§Ã£o e distribuiÃ§Ã£o musical, do home studio a rede, em uma perspectiva marxista como a citada por Levy. â€œEm particular, a evoluÃ§Ã£o contemporÃ¢nea da informÃ¡tica constitui uma impressionante realizaÃ§Ã£o do objetivo marxista da apropriaÃ§Ã£o dos meios de produÃ§Ã£o pelos prÃ³prios produtoresâ€ (Levy, 1999:245). Assim sendo, parecia, no final dos anos 90, que todos os sites de download de arquivos estariam carregados de trabalhos alternativos e a margem da indÃºstria fonogrÃ¡fica, rompendo de vez o monopÃ³lio dos grandes selos de gravaÃ§Ã£o mundiais. Mas foi isso que realmente aconteceu?</p></blockquote>
<p>NÃ£o, hoje vemos claramente que nÃ£o. Se o volume de <acronym title="usuÃ¡rios com arquivos completos para compartilhamento">seed</acronym>s quer dizer algo a respeito do conteÃºdo das redes p2p, os arquivos comerciais tem maior presenÃ§a que os demais. A mera existÃªncia dos demais, no entanto, quer dizer muito. O site <a href="http://www.jamendo.com/en/" title="Jamendo">Jamendo</a> hospeda quase 15 mil Ã¡lbuns, licenciados sob Creative Commons, de possÃ­vel uso comercial. E talvez antes de afirmar que â€œa web foi massacrada por trocas de arquivos de fonogramas comerciaisâ€, seria melhor perceber que a Web foi recheada de conteÃºdo original na forma de comentÃ¡rios, crÃ­ticas, resenhas e recomendaÃ§Ãµes, que ultrapassaram (incluindo) o acervo comercial e trataram de artistas fora de circuito. O mesmo Jamendo (os memobros da comunidade) publicou mais de 85 mil resenhas, o site <a href="http://hypem.com/" title="The Hype Machine">The Hype Machine</a> agrega discussÃµes de blogs de mÃºsica, e softwares como o <a href="http://www.getsongbird.com/" title="Songbird, o firefox da mÃºsica">Songbird</a> tornam evidente a presenÃ§a deste novo circuito, essencial para que o mÃºsico amador ou nÃ£o comercial tenham presenÃ§a no mercado. E isto Ã© mais importante, a meu ver, do que fazer mÃºsica pra celular.</p>
<p>A questÃ£o do circuito, comercial ou nÃ£o, merece uma atenÃ§Ã£o que nÃ£o cabe nestas minhas 500 palavras. De Theodor Adorno a Pierre Levy, passando por Stuart Hall e McKenzie Wark, Ã© longa a tradiÃ§Ã£o que se preocupa com a relaÃ§Ã£o entre o capitalismo e as representaÃ§Ãµes culturais do homem. O domÃ­nio concentrado dos meios de representaÃ§Ã£o, que refletia o capital (meio de reproduÃ§Ã£o material) concentrado, se transforma conforme o computador, e as tecnologias digitais popularizadas depois da revoluÃ§Ã£o do silÃ­cio se revelam como capital descentralizado. Mas os circuitos do velho esqueleto ainda se manifestam fortemente, nos vetores das mÃ­dias comerciais, concentrados (ou concentrÃ¡veis) pelas riquezas que os representam. Na parte 2, quero tratar melhor disto com a ajuda do prof. Wark, para retomar os tÃ³picos levantados pelo artigo da RUA.</p>
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		<title>sobre a InclusÃ£o Digital</title>
		<link>http://gedigi.net/merafalacia/2008/12/sobre-a-inclusao-digital/</link>
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		<pubDate>Sat, 27 Dec 2008 01:10:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>barraponto</dc:creator>
				<category><![CDATA[PolÃªmica]]></category>
		<category><![CDATA[acadÃªmicos]]></category>
		<category><![CDATA[cibercultura]]></category>

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		<description><![CDATA[Primeiro, permitam-me uma questÃ£o que balizarÃ¡ toda essa conversa: por que os filhos das classes mÃ©dia e alta podem ter acesso ao universo da internet, na privacidade de seus quartos, com banda larga, suporte via telefone e computadores poderosos para fazer um monte de coisas como baixar mÃºsicas, mixÃ¡-las, distribuÃ­-las, jogar videogames online, conversar com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote cite="http://nelsonpretto.livejournal.com/38651.html"><p>Primeiro, permitam-me uma questÃ£o que balizarÃ¡ toda essa conversa: por que os filhos das classes mÃ©dia e alta podem ter acesso ao universo da internet, na privacidade de seus quartos, com banda larga, suporte via telefone e computadores poderosos para fazer um monte de coisas como baixar mÃºsicas, mixÃ¡-las, distribuÃ­-las, jogar videogames online, conversar com amigos velhos e novos, visitar e interagir com sites Ã s vezes nÃ£o tÃ£o adequados segundo os adultos &#8211; que aliÃ¡s, um dia jÃ¡ viram as mesmas coisas em gibis escondidos dentro dos livros escolares! -, e, os filhos dos pobres, tÃªm que acessar internet em telecentros para serem treinados (com projetos pedagÃ³gicos) em word e excel (aliÃ¡s, softwares proprietÃ¡rios que lhes â€œescravizarÃ£oâ€ para o todo e sempreâ€¦)?!</p></blockquote>
<p>O professor Nelson Pretto, da Faculdade de EducaÃ§Ã£o da <acronym title="Universidade Federal da Bahia">UFBA</acronym>, defende o projeto <a href="http://www.tabuleirodigital.com.br/twiki/bin/view/Tabuleiro/WebHome" title="Wiki do Projeto Tabuleiro Digital">Tabuleiro Digital</a>, que coordena junto ao Grupo de Pesquisa EducaÃ§Ã£o, ComunicaÃ§Ã£o e Tecnologias, em um email Ã  congregaÃ§Ã£o da FacEd e Ã  reitoria da UFBA, respondendo a outro email que critica o projeto por permitir o acesso de jovens a pornografia e, por ser a internet tÃ£o interessante, incentivar os alunos a matarem aulas usando os pcs do tabuleiro. A defesa do professor prossegue <a href="http://nelsonpretto.livejournal.com/38651.html" title="repressÃ£o, auto-organizaÃ§Ã£o, dependÃªncia de software proprietÃ¡rio, papel do professor...">indo por outros temas</a>, mas esse parÃ¡grafo Ã© maravilhoso. Sintetiza muitos sentimentos meus a respeito da InclusÃ£o Digital. </p>
<p>Primeiro, que nÃ£o Ã© possÃ­vel ter intimidade com a mÃ¡quina com uma hora por dia &#038;mdash quem dera fosse diÃ¡rioâ€¦ A privacidade nÃ£o serve sÃ³ para a masturbaÃ§Ã£o, mas para a criaÃ§Ã£o, para o desenvolvimento de idÃ©ias, o aprendizado constanteâ€¦ falei casualmente em <a href="http://gedigi.net/merafalacia/2008/12/sobre-a-importancia-de-blogar/" title="">outro post</a> que apesar das pesquisas de acesso Ã  internet, sÃ£o muito poucos os brasileiros que podem ler feeds antes de dormir (ou em qualquer hora do dia). Sem intimidade com a mÃ¡quina, nÃ£o podem customizÃ¡-la, tornando o seu OS (o Linux, de preferÃªncia), mais amigÃ¡vel e prÃ¡tico, ou o browser (Firefox) ainda mais eficiente e poderoso. Espero que isto nÃ£o seja entendido como mesquinharia: quando um projeto de InclusÃ£o Digital passa a ser absorvido pela comunidade, o acesso aos espaÃ§os e Ã s mÃ¡quinas se tornam orgÃ¢nicos, e passam a ser mais usados, mantidos e desenvolvidos localmente. O resultado Ã© que os â€œincluÃ­dosâ€ mais envolvidos ganham a intimidade necessÃ¡ria para criar o que quiserem â€” inclusÃ£o de verdade. Quem acha que fazer um blog Ã© trivial, jÃ¡ comeÃ§a com horas de web, alfabetizaÃ§Ã£o, bagagem cultural prÃ©viaâ€¦</p>
<p>Segundo que a inclusÃ£o digital deveria ser mais do que a conquista de novos consumidores pro mercado de bens e serviÃ§os digitais, mas acaba sempre caindo nesse foco limitado. Algumas iniciativas pecam ao ensinar contaminado: ensinar Windows+Word, ensinar email do GMail/Hotmail/Yahoo, serviÃ§os da web 2.0 (Twitter, Orkut, Youtubeâ€¦); mas outras iniciativas vÃ£o mais longe, como mostra a iniciativa do Governador JosÃ© Serra e do presidente da Microsoft, Steve Ballmer, de <a href="http://wnews.uol.com.br/site/noticias/materia.php?id_secao=4&#038;id_conteudo=11838" title="NotÃ­cia no UOL">dar emails e treinamento aos estudantes de Escola PÃºblica em SÃ£o Paulo</a>. Nessa linha, sÃ³ falta uma empresa de TI dar â€œestÃ¡gios nÃ£o-remuneradosâ€, para â€œexcluÃ­dos digitaisâ€, pois, como diz o Ballmer, â€œa TI Ã© fator-chave para melhorar a educaÃ§Ã£o desses jovens para que eles possam sair da escola mais preparados para enfrentar o mercado de trabalhoâ€. Sem brincadeiras, estamos chegando perto do trabalho grÃ¡tis: gerar valor, com a contrapartida do consumo dependente.</p>
<p>E tudo isso passa despercebido. Porque Linux, Firefox, Hackerismos, ProgramaÃ§Ã£o, enfim, sÃ£o coisas â€œnÃ£o normaisâ€. O normal Ã© ligar seu pc, abrir o browser e usar os serviÃ§os mais simples (email, pÃ¡gina do cinema, algumas lojas online). Sub-entendido na frase anterior estÃ£o o PC x86, o Windows XP, o Internet Explorer, o webmail dos grandes, os grandes cinemas, as grandes lojasâ€¦ O diferente continua sendo estranho demais, a ponto de <a href="http://linuxlock.blogspot.com/2008/12/linux-stop-holding-our-kids-back.html" title="ok, foi nos EUA, nos Texas...">proibirem jovens de discutirem OS e distribuirem seus favoritos</a>. ProÃ­bem atÃ© de contar histÃ³rias inventadas dos seus personagens favoritos, tanto <a href="http://samadeu.blogspot.com/2008/06/senador-quer-criminalizar-fansubbers.html" title="sim, a lei do Azeredo">no Brasil</a>, quanto <a href="http://torrentfreak.com/mpaa-castrates-worlds-biggest-fanedit-movie-site-081123/" title="sim, a MPAA">mundo</a> <a href="http://torrentfreak.com/wikisubtitles-taken-down-by-spanish-anti-piracy-outfit-080520/" title="e a FederaciÃ³n Anti-PiraterÃ­a">afora</a>. O mundo Ã© assim mesmo, olha a experiÃªncia ruim que o professor Pretto tem que agÃ¼entar:</p>
<blockquote cite="http://nelsonpretto.livejournal.com/38651.html"><p>NÃ£o resisto lembrar de uma aula de Polemicas ContemporÃ¢neas (que tambÃ©m jÃ¡ deu muita polemica!) sobre homossexualidade, na qual umas trÃªs alunas foram embora indignadas com a discussÃ£o eâ€¦chamaram os maridos!!!</p></blockquote>
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