<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Mera Falácia &#187; Original</title>
	<atom:link href="http://gedigi.net/merafalacia/category/original/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://gedigi.net/merafalacia</link>
	<description>o cúmplice de todos.</description>
	<lastBuildDate>Mon, 22 Jun 2009 11:41:39 +0000</lastBuildDate>
	<generator>http://wordpress.org/?v=2.8.4</generator>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
			<item>
		<title>Ã  margem das multidÃµes vociferosas</title>
		<link>http://gedigi.net/merafalacia/2009/06/a-margem-das-multidoes-vociferosas/</link>
		<comments>http://gedigi.net/merafalacia/2009/06/a-margem-das-multidoes-vociferosas/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 22 Jun 2009 11:41:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>barraponto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Original]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://gedigi.net/merafalacia/2009/06/a-margem-das-multidoes-vociferosas/</guid>
		<description><![CDATA[vai-se o tempo de reclamar das massas silenciosas. o correio que iniciou conversas capitais entre pensadores intelectuais e ativistas ganhou o reforÃ§o da rede telefÃ´nica inclusive celular, das listas de email, redes sociais, cÃ¢meras digitais e blogs/microblogs. voz Ã© o que nÃ£o falta. minorias podem fazer sua prÃ³pria agenda de atividades, suas prÃ³prias palavras de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>vai-se o tempo de reclamar das massas silenciosas. o correio que iniciou conversas capitais entre pensadores intelectuais e ativistas ganhou o reforÃ§o da rede telefÃ´nica inclusive celular, das listas de email, redes sociais, cÃ¢meras digitais e blogs/microblogs. voz Ã© o que nÃ£o falta. minorias podem fazer sua prÃ³pria agenda de atividades, suas prÃ³prias palavras de ordem (que perderÃ£o pouco a pouco seu espaÃ§o), construir seus prÃ³prios espaÃ§os. tudo isto mina pouco a pouco a democracia representativa, mas pode levar a um futuro ainda mais saudÃ¡vel. otimismo, claro.</p>
<p>o resultado de uma eleiÃ§Ã£o para o executivo pode ser questionado e recontado, mas essa Ã© uma falsa esperanÃ§a das multidÃµes que se organizam. por baixo da disputa, existe uma certeza: a do dissenso. se proÃ­birem o cigarro, continuarÃ£o fumando, se proibirem o peer-to-peer, continuarÃ£o compartilhando cÃ³pias digitais&#8230; mas as multidÃµes nÃ£o querem se esconder, querem reivindicar seu direito a ser. seria a democracia a ditadura da maioria? representantes mediavam a negociaÃ§Ã£o, mas nÃ£o hÃ¡ mediaÃ§Ã£o para o inegociÃ¡vel. a deliberaÃ§Ã£o democrÃ¡tica (representativa) cederÃ¡ espaÃ§o para a organizaÃ§Ã£o do espaÃ§o. Ã¡reas de livre fumo, ciclovias, pirataria&#8230; algo parecido com o cenÃ¡rio urbano que jÃ¡ existe. mas legitimado por marchas, passeatas, resistÃªncias. o que cai com a democracia representativa Ã© a ilusÃ£o de consenso. essa falsa idÃ©ia de uma ordem estabelecida ou a se estabelecer.</p>
<p>a gestÃ£o dos bens e recursos pÃºblicos, nesse modelo, exigirÃ¡ negociaÃ§Ã£o e investimento. Ã© importante trabalhar nestas multidÃµes uma desilusÃ£o para o mercado: embora garantia de livre iniciativa, nÃ£o procura de forma alguma um bem que nÃ£o seja seu prÃ³prio desenvolvimento lucrativo. Ã© mais sÃ¡bio, inclusive porque se torna cada vez mais educada toda multidÃ£o, negociar a gestÃ£o dos bens, controlar seus desusos e abusos, e cultivar as diferenÃ§as.</p>
<p>confesso temor a respeito deste Ãºltimo tÃ³pico. a democracia nos treinou para diminuir outras formas de pensar, ridicularizar seu discurso, debater fechados e repetindo palavras de ordem. nada que vÃ¡ ser Ãºtil quando todas as vozes estiverem em jogo. confio na negociaÃ§Ã£o espontÃ¢nea que Ã s vezes emerge. no diÃ¡logo interpessoal, porque nÃ£o se trata mais de partidos ou de pessoas jurÃ­dicas, mas de humanos, cada um deles. uma outra educaÃ§Ã£o se faz necessÃ¡ria, uma educaÃ§Ã£o cidadÃ£ que prescinde de mediadores, de instituiÃ§Ãµes burocrÃ¡ticas nÃ£o-orgÃ¢nicas, de delegaÃ§Ã£o das faculdades mentais e sociais. e esta educaÃ§Ã£o pipoca aqui e ali. isso dÃ¡ esperanÃ§a.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://gedigi.net/merafalacia/2009/06/a-margem-das-multidoes-vociferosas/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>dos atos complementares</title>
		<link>http://gedigi.net/merafalacia/2009/05/dos-atos-complementares/</link>
		<comments>http://gedigi.net/merafalacia/2009/05/dos-atos-complementares/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 24 May 2009 21:04:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>barraponto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Original]]></category>
		<category><![CDATA[mÃ­stica]]></category>
		<category><![CDATA[mera falÃ¡cia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://gedigi.net/merafalacia/?p=267</guid>
		<description><![CDATA[katharine, nunca se estÃ¡ sozinho com uma xÃ­cara de chÃ¡.
teve um ligeiro estranhamento quando eu soltei essa, na cantina do instituto, mas Ã© o como imagino as coisas. as aÃ§Ãµes protagonizam o seu corpo para sua atenÃ§Ã£o, mas esta nÃ£o estÃ¡ satisfeita sem atos complementares. embora o passado imaginado tente resgatar uma Ã©poca em que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>katharine, nunca se estÃ¡ sozinho com uma xÃ­cara de chÃ¡.</p></blockquote>
<p>teve um ligeiro estranhamento quando eu soltei essa, na cantina do instituto, mas Ã© o como imagino as coisas. as aÃ§Ãµes protagonizam o seu corpo para sua atenÃ§Ã£o, mas esta nÃ£o estÃ¡ satisfeita sem atos complementares. embora o passado imaginado tente resgatar uma Ã©poca em que se lia o livro com todos os sentidos exclusivos para ele, eu me vejo impossibilitado de atuar assim. uma mÃºsica pra criar ambiÃªncia Ã© lugar comum hoje, mas eu excedo um pouco isso. claro que eu odeio a companhia da tevÃª, mas um chÃ¡ ou uns biscoitos amanteigados ou de cÃ´co, complementam bem esse ato maravilhoso de ler.</p>
<p>Ã© como se a atenÃ§Ã£o nÃ£o se contentasse com uma coisa apenas. e, espero, nÃ£o Ã© nenhum fenÃ´meno novo o que eu estou explicitando. ler ao ar livre sempre foi uma prÃ¡tica que respeita esse princÃ­pio, desfruta-se o ambiente enquanto se lÃª. a brisa, a luz, o cheiro, a percepÃ§Ã£o (<span lang="en">awareness</span>) da presenÃ§a de outras pessoas, tudo Ã© complemento para a leitura. e isto vale para outras atividades, inclusive para aquelas que exigem mais atividade do seu corpo. andar de bicicleta Ã© deslocar-se quase tanto quanto Ã© admirar o vento e o borrar (<span lang="en">blur</span>) do chÃ£o sobre o que se roda. danÃ§ar Ã© de uma ordem sinestÃ©sica que dispensa explicaÃ§Ãµes. me arrisco a dizer que mesmo o sexo concorre com seus atos complementares.</p>
<p>concorrer, Ã© claro, nÃ£o tem aqui o significado que o mercado lhe deu. concorrer Ã© ocorrer ao mesmo tempo, Ã© sÃ³ uma palavra com algum sentido a mais para complementar. ou colaborar.</p>
<p>essa dualidade da atenÃ§Ã£o provoca algo em um ponto des-atento da sua mente ou alma, aquele de onde vem os atos falhos. sÃ³ ou nÃ£o, essa acaba sendo a oportunidade para exercitar essa camada, para que ela se desenvolva e forme &mdash; como ela faz o tempo todo. o resultado Ã© um diÃ¡logo da atenÃ§Ã£o, uma fruiÃ§Ã£o dual que nunca te deixa sÃ³ de verdade. uma xÃ­cara de chÃ¡, aliÃ¡s, vale tudo isso.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://gedigi.net/merafalacia/2009/05/dos-atos-complementares/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>breve sobre CorporaÃ§Ãµes e Estados e a Nova ComunicaÃ§Ã£o</title>
		<link>http://gedigi.net/merafalacia/2009/04/breve-sobre-corporacoes-e-estados-e-a-nova-comunicacao/</link>
		<comments>http://gedigi.net/merafalacia/2009/04/breve-sobre-corporacoes-e-estados-e-a-nova-comunicacao/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 14 Apr 2009 14:39:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>barraponto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Original]]></category>
		<category><![CDATA[PolÃªmica]]></category>
		<category><![CDATA[RÃ¡pida]]></category>
		<category><![CDATA[cibercultura]]></category>
		<category><![CDATA[economia]]></category>
		<category><![CDATA[polÃ­tica]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://gedigi.net/merafalacia/?p=239</guid>
		<description><![CDATA[EntÃ£o eu leio no barrapunto.com, agregador espanhol, que a CorÃ©ia do Sul aprovou lei que exige identificaÃ§Ã£o de conteÃºdo subido para redes sociais, se este alcanÃ§a 100mil visitas. Como vocÃª nÃ£o tem como saber se vai virar viral ou nÃ£o, o jeito Ã© se identificar. Como retaliaÃ§Ã£o a essa prÃ¡tica, a Google vetou o upload [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>EntÃ£o eu leio no <a href="http://ciberderechos.barrapunto.com/article.pl?sid=09/04/14/0845258">barrapunto.com</a>, agregador espanhol, que a CorÃ©ia do Sul aprovou lei que exige identificaÃ§Ã£o de conteÃºdo subido para redes sociais, se este alcanÃ§a 100mil visitas. Como vocÃª nÃ£o tem como saber se vai virar viral ou nÃ£o, o jeito Ã© se identificar. Como retaliaÃ§Ã£o a essa prÃ¡tica, a Google vetou o upload de usuÃ¡rios que se identificam como sul-coreanos. Calma, eles ainda podem subir, mas precisam declarar-se como cidadÃ£os de outra naÃ§Ã£o, no serviÃ§o.</p>
<p>E isso nÃ£o Ã© mera picuinha cÃ­vica. A Google conhece seus usuÃ¡rios, sabem que eles acessam Orkut onde Ã© proibido via proxy, confiam que uma censura tÃ£o simples serÃ¡ contornada em segundos &mdash; e declarando-os de outra naÃ§Ã£o, a Google nÃ£o estÃ¡ mais sujeita a aÃ§Ãµes de controle ou mesmo ao retorno: caso o Governo Sul-Coreano venha a fazer perguntas, a empresa simplesmente responde &#8220;Ã© proibido subir do seu paÃ­s, nÃ£o pode ser daÃ­&#8221;. Ela estÃ¡ combatendo a atitude do paÃ­s, incentivando os cidadÃ£os a contornarem essa tosquÃ­ssima lei, mas ao mesmo tempo lavando suas mÃ£os, onerando-se menos com auditorias e o mais.</p>
<p>Tempo atrÃ¡s, a Google (de novo) hospedou no Blogger pÃ¡ginas do governo de OssÃ©tia, jÃ¡ que os servidores desta caÃ­ram frente ciber-ataques da RÃºssia. Mas na tecnologia de redes, a RÃºssia nÃ£o Ã© pÃ¡reo para a Google. Sim, uma empresa sozinha (ou quase) peita a InteligÃªncia Russa pÃ³s-KGB. E nÃ£o Ã© a primeira vez na histÃ³ria que uma empresa intervÃ©m tÃ£o diretamente, por prÃ¡ticas de comunicaÃ§Ã£o, na vida polÃ­tica de um paÃ­s. A Real Networks interviu deliciosamente em Sarajevo, criando canais de web-rÃ¡dio e levando equipamentos e tÃ©cnicos &mdash; em pleno bombardeio. Deve existir tanto exemplo que eu sÃ³ posso ir somando no meio dos comentÃ¡rios. Este post Ã© sÃ³ pra lembrar o papel desses grandes jogadores na polÃ­tica, em paÃ­ses democrÃ¡ticos ou nÃ£o (como as crises internet-escas China).</p>
<p>UPDATE: <a href="http://www.nytimes.com/2008/10/13/technology/internet/13suicide.html?_r=3&#038;ref=technology&#038;oref=slogin&#038;oref=slogin" title="matÃ©ria no N. Y. Times">aparentemente</a>, existe uma oposiÃ§Ã£o forte ao governo sul-coreano presente na web, que pressionavam-no a respeito da importaÃ§Ã£o de carne americana. ApÃ³s alguns afastamentos, os partidoscomeÃ§aram uma discussÃ£o do controle da Web, sob o pretexto de discutir <span lang="en">cyber-bullying</span> e difamaÃ§Ã£o. O cÃ³digo penal do paÃ­s jÃ¡ cobre difamaÃ§Ã£o e bullying, mas o Governo quer punir mais severamente esses crimes quando cometidos e registrados na rede. Lembra algo que estÃ¡ acontecendo no Brasil.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://gedigi.net/merafalacia/2009/04/breve-sobre-corporacoes-e-estados-e-a-nova-comunicacao/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
