junho 22, 2009 / 1 Comment » / by barraponto
vai-se o tempo de reclamar das massas silenciosas. o correio que iniciou conversas capitais entre pensadores intelectuais e ativistas ganhou o reforço da rede telefônica inclusive celular, das listas de email, redes sociais, câmeras digitais e blogs/microblogs. voz é o que não falta. minorias podem fazer sua própria agenda de atividades, suas próprias palavras de ordem (que perderão pouco a pouco seu espaço), construir seus próprios espaços. tudo isto mina pouco a pouco a democracia representativa, mas pode levar a um futuro ainda mais saudável. otimismo, claro.
o resultado de uma eleição para o executivo pode ser questionado e recontado, mas essa é uma falsa esperança das multidões que se organizam. por baixo da disputa, existe uma certeza: a do dissenso. se proÃbirem o cigarro, continuarão fumando, se proibirem o peer-to-peer, continuarão compartilhando cópias digitais… mas as multidões não querem se esconder, querem reivindicar seu direito a ser. seria a democracia a ditadura da maioria? representantes mediavam a negociação, mas não há mediação para o inegociável. a deliberação democrática (representativa) cederá espaço para a organização do espaço. áreas de livre fumo, ciclovias, pirataria… algo parecido com o cenário urbano que já existe. mas legitimado por marchas, passeatas, resistências. o que cai com a democracia representativa é a ilusão de consenso. essa falsa idéia de uma ordem estabelecida ou a se estabelecer.
a gestão dos bens e recursos públicos, nesse modelo, exigirá negociação e investimento. é importante trabalhar nestas multidões uma desilusão para o mercado: embora garantia de livre iniciativa, não procura de forma alguma um bem que não seja seu próprio desenvolvimento lucrativo. é mais sábio, inclusive porque se torna cada vez mais educada toda multidão, negociar a gestão dos bens, controlar seus desusos e abusos, e cultivar as diferenças.
confesso temor a respeito deste último tópico. a democracia nos treinou para diminuir outras formas de pensar, ridicularizar seu discurso, debater fechados e repetindo palavras de ordem. nada que vá ser útil quando todas as vozes estiverem em jogo. confio na negociação espontânea que à s vezes emerge. no diálogo interpessoal, porque não se trata mais de partidos ou de pessoas jurÃdicas, mas de humanos, cada um deles. uma outra educação se faz necessária, uma educação cidadã que prescinde de mediadores, de instituições burocráticas não-orgânicas, de delegação das faculdades mentais e sociais. e esta educação pipoca aqui e ali. isso dá esperança.
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junho 5, 2009 / No Comments » / by barraponto
pra começar do começo, somos o partido pirata porque nossa iniciativa se deu em resposta ao partido pirata da suécia e a internacional pirata. existe historicidade nesse nome, existe uma espécie de tradição recém inventada da qual fazemos parte por termos nos levantado e clamado para nós o nome PARTIDO PIRATA.
claro, a gente pode recuar e pronto. é que no brasil, embora rolem milhares (milhões?) de iniciativas piratas, não houve uma organização pensada para este fim, um fórum ou ong ou movimento que clamasse pelo livre compartilhamento*. quando algo quis se unificar nesse sentido, foi o partido pirata. não foi o trezentos, nem o psol, nem o instituto brasileiro do direito eletrônico (nossa EFF) nem o grupo de pesquisa em polÃticas públicas pelo acesso à informação. fomos nós, que invocamos o nome PARTIDO PIRATA. talvez tenha sido um carro a frente dos boys.
porque temos pouco traquejo da polÃtica institucional, com suas burocracias e linguagens, simplesmente não podemos sair dando a cara a tapa nesses espaços. mas principalmente porque não desejamos essa prática e pertencimento, mesmo em nossas fileiras que desejam ser institucionalizadas como partido. respondendo à tradição deus ex machina da suécia e da internacional pirata, fazemos pouco caso da democracia boba de votar e ser representados e então decidirmos. como propus em nossa reunião (vou me citar):
“não houve discussão alguma das leis de direitos autorais e copyright conosco (nós, a sociedade). mas é bom lembrar que não estamos implorando pela discussão, mas reivindicando o espaço e o direito de compartilhar. porque se houver essa discussão, houver moderação no controle da “propriedade intelectual”, e tudo se resolver reformando as leis e acomodando uma prática p2p aqui e outra ali, NÓS AINDA VAMOS COMPARTILHAR PASSANDO POR CIMA DA LEI.”
claro, no dia eu não organizei tão bem assim, e a teologia pirata sempre me faz mais confuso e mÃstico do que uma cartilha (graças a deus). mas a idéia geral é essa, porque se baseia em algo que PARA MIM (e pelo menos para mim) vem dos princÃpios que fundam nosso coletivo. princÃpios que não saÃram tão claros daquela reunião, e cuja aceitação ou discussão podem abrir espaço para o COLETIVO PIRATARIA ou para o PARTIDO PIRATA.
o princÃpio-eixo-norte que temos é o *COMPARTILHAR. acreditamos que o melhor jeito de gerir a informação é garantir seu compartilhamento, sua discussão por olhos e cérebros plurais, diversos e confusos, capazes de perceber e conceber de formas diferentes os problemas e suas soluções. aqui é um bom momento para pedir aos colegas que leiam o livro “a catedral e o bazaar”, ou pelo menos o artigo. COMPARTILHAR, como um direito, não se sobrepõe à PRIVACIDADE, mas depende dela para garantir a LIBERDADE DE EXPRESSÃO – o veÃculo pelo qual o compartilhamento vai se dar. a mecânica é simples: sem privacidade (que inclui ANONIMATO) não podemos nos sentir à vontade para compartilhar informação relevante mas perigosa (um exemplo é a crise presidencial na guatemala e seus desdobramentos no ciberespaço).
então efendemos, como desdobramento do COMPARTILHAR, a LIBERDADE DE EXPRESSÃO e a PRIVACIDADE E ANONIMATO como bandeiras fundamentais, nossos PRINCÃPIOS FUNDAMENTAIS. isto é comum a todos, acredito, apesar do pepino que é compartilhar mesmo quando proibido. mas já o fazemos, do contrário não serÃamos piratas – deixemos esse medo hipócrita de lado. só que existe um princÃpio que se desdobra deste mesmo desejo de compartilhar que, acredito eu, é capaz de traçar a diferença entre um coletivo e um partido. trata-se do embate com a indústria e sua ideologia da propriedade intelectual (outro artigo de leitura fundamental).
ora, queremos livre expressão para compartilhar idéias e imaginações do mundo. a indústria nos amputa destas idéias e imaginações o pedaço que cercam e chamam de PROPRIEDADE INTELECTUAL. este território do pensamento nos é privado e isso nos traz muito desgosto, tanto que simplesmente pulamos a cerca e o clamamos de volta. essa é nossa prática pirata, certo? para garantir nossa repressão, a indústria faz lobby para controlar e vigiar o ciberespaço, esse terreno lÃquido onde nosso sonho de compartilhar é facilitado e serve como meio para organizar o compartilhamento no MEATSPACE também – este termo será chave mais adiante. e lá estamos nós outra vez enfrentando a mesma indústria. como último exemplo, de um universo de confrontos que já aconteceram e vão acontecer, a indústria organiza sua educação para inculcar a ideologia da propriedade intelectual nas escolas, nos trailers de filmes, nos processos da RIAA contra cidadãos, toda a parafernália repressora. aà também nos vemos em confronto.
por isso, piratas, acredito que nossos princÃpios são dois: o COMPARTILHAR (cujas bandeiras são a LIVRE EXPRESSÃO e a PRIVACIDADE E ANONIMATO) e a extinção ou ABOLIÇÃO DA PROPRIEDADE INTELECTUAL. este segundo não pode ser confundido com o fim da autoria, dado que amamos os autores por suas obras, nem com a extinção da distribuição comercial das obras – embora tenhamos pouco ou nenhum carinho pela mesma, nos é suficiente que essa prática não se pretenda a única forma de distribuição possÃvel e nem a seja. desejando abolir a propriedade intelectual, nos aproximamos de algo que há muito tempo se desenhou como partido, mas que em nada lembra esses engravatados institucionais que fingem tomar partidos ideológicos quando apenas defendem seu bolso (e isto inclui os partidos de igreja, infelizmente). por tomar partido com relação a um espinho em sua carne, cidadãos do fim do século 19 se reivindicaram o PARTIDO COMUNISTA (mas isto tem pouco a ver com o PCB ou o PC do B), e desenrolaram sua estratégia para abolir a propriedade privada (do capital).
como brinquei no rio de janeiro, não estamos andando com a foice e o martelo na mão. mas se desejamos enfrentar a propriedade intelectual, temos que agir para construir nossa estratégia, desenvolver nosso pensamento e politizar nossas práticas. trata-se aqui de uma estratégia (ugh, lá vem a palavra maldita) revolucionária. é sim, virar a mesa sobre uma indústria ou um mercado que antes de nascermos (mesmo os mais velhos no grupo/coletivo/partido) já entornava a mesa toda sobre nós. não aceitar os cercamentos e propor a vida sem eles é, à sua maneira, revolucionário. pode levar à consciência da exploração da proprieda privada do capital (aha! olha a foice e o martelo aà gente) mas pode simplesmente levar a uma livre determinação das formas de viver, orientadas pelo COMPARTILHAR que é nosso princÃpio. se isso é reforma ou revolução pouco me importa, desde que o mundo melhore e seja mais palatável, menos excludente e mais diverso e plural. não nos interessa a cor do gato, desde que pegue este rato sagrado. então ele pode ser até vermelho.
e aà temos uma inspiração forte, um motivo sério para nos chamarmos PARTIDO. mais sério do que o motivo da suécia, que assim se chamou para disputar vagas no congresso e infernizar a indústria repressora. temos um motivo sério para fundarmos uma INTERNACIONAL, embora já nos agrade em bastante uma ilha pirata. e nossa mente já é essa ilha pirata, hoje. mas para usufruir da diversidade, para que compartilhem conosco como desejamos compartilhar, é necessário sim libertar os demais cidadãos (não-piratas) da ideologia da propriedade intelectual e seus desdobramentos repressores (escola, publicidade, lei). nesse sentido proponho aqui a fundação do PARTIDO PIRATA bem como do COLETIVO PIRATARIA – com a sutil diferença do primeiro nome embutir um desejo revolucionário. sonho com que este partido corresponda à “tomada de consciência da classe hacker”, como pede mckenzie wark no seu “manifesto hacker 4.0″. sei que muito se agregará a este desejo revolucionário, mas deixo isso para as reuniões do PARTIDO PIRATA. o COLETIVO PIRATARIA pode continuar seu trabalho e será de muito valor para nós, para despertar o desejo (de compartilhar, de curtir, de reorganizar o mundo, de reimaginá-lo). o PARTIDO PIRATA é esse desejo manifesto.
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maio 24, 2009 / No Comments » / by barraponto
katharine, nunca se está sozinho com uma xÃcara de chá.
teve um ligeiro estranhamento quando eu soltei essa, na cantina do instituto, mas é o como imagino as coisas. as ações protagonizam o seu corpo para sua atenção, mas esta não está satisfeita sem atos complementares. embora o passado imaginado tente resgatar uma época em que se lia o livro com todos os sentidos exclusivos para ele, eu me vejo impossibilitado de atuar assim. uma música pra criar ambiência é lugar comum hoje, mas eu excedo um pouco isso. claro que eu odeio a companhia da tevê, mas um chá ou uns biscoitos amanteigados ou de côco, complementam bem esse ato maravilhoso de ler.
é como se a atenção não se contentasse com uma coisa apenas. e, espero, não é nenhum fenômeno novo o que eu estou explicitando. ler ao ar livre sempre foi uma prática que respeita esse princÃpio, desfruta-se o ambiente enquanto se lê. a brisa, a luz, o cheiro, a percepção (awareness) da presença de outras pessoas, tudo é complemento para a leitura. e isto vale para outras atividades, inclusive para aquelas que exigem mais atividade do seu corpo. andar de bicicleta é deslocar-se quase tanto quanto é admirar o vento e o borrar (blur) do chão sobre o que se roda. dançar é de uma ordem sinestésica que dispensa explicações. me arrisco a dizer que mesmo o sexo concorre com seus atos complementares.
concorrer, é claro, não tem aqui o significado que o mercado lhe deu. concorrer é ocorrer ao mesmo tempo, é só uma palavra com algum sentido a mais para complementar. ou colaborar.
essa dualidade da atenção provoca algo em um ponto des-atento da sua mente ou alma, aquele de onde vem os atos falhos. só ou não, essa acaba sendo a oportunidade para exercitar essa camada, para que ela se desenvolva e forme — como ela faz o tempo todo. o resultado é um diálogo da atenção, uma fruição dual que nunca te deixa só de verdade. uma xÃcara de chá, aliás, vale tudo isso.
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Tags: mÃstica, mera falácia
maio 23, 2009 / No Comments » / by barraponto
Transgresiones
Todo mandato es minucioso
y cruel
me gustan
las frugales transgresiones
Por ejemplo inventar el buen
amor
aprender
en los cuerpos y en tu cuerpo
OÃr la noche y no decir
amén
trazar
cada uno el mapa de su audacia
Aunque nos olvidemos
de olvidar
seguro
que el recuerdo nos olvida
Obedecer a ciegas deja
ciego
crecemos
solamente en la osadÃa
Solo cuando transgredo alguna
orden
el futuro
se vuelve respirable
Todo mandato es minucioso
y cruel
me gustan
las frugales transgresiones.
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maio 12, 2009 / No Comments » / by barraponto
(10:08:39) lu fávero: Sabe Capi, a principio eu tinha um puta preconceito sobre você (o que é imbecil, como todo preconceito). Mas você é foda (aqui com uma conotação absolutamnete positiva).
(10:09:49) capi: putz
(10:10:23) lu fávero: (desculpa o “momento sinceridade”)
(10:11:01) capi: minhas impressões (as que eu passo, eu acho) são muito polêmicas (eu acho). tipo, tem gente que acha que eu sou um lixo, e gente que acha que eu sou foda e gente que me desconhece. mas na real, sem falsa modéstia, eu sou um batedor de papo. por isso que eu disse que não dá pra botar fé no que eu falo.
(10:11:31) capi: porque eu aprendo falando, mais do que lendo (da onde eu me informo) ou vendo. ou fazendo.
(10:11:46) capi: (é CLARO que eu aprendo mais fazendo, só que como eu não faço nada, então eu aprendo mais falando)
(10:12:32) capi: mas é justamente porque eu não faço nada que eu tenho esse meu problema: eu só pareço. se eu escrevesse, tocasse, desenhasse, etc, eu seria, mas eu pareço.
(10:12:43) capi: daà agora eu to aprendendo a desenhar, escrever, tocar, etc.
(10:13:06) capi: só que por enquanto só eu sei o quanto “falha” aqui.
(10:13:21) capi: eu e o ari que me ensina a tocar guitarra, e os outros nas suas áreas.
(10:13:58) capi: mas sei lá lu, quando eu fizer um roteiro e mostrar pros outros, aà eles vão poder dizer “bom”, “lixo”, “meh”, sem ser preconceito.
(10:14:36) capi: até lá, eu sou só potencial (mas até aÃ, TODO MUNDO é, e meu parecer é uma publicidade mais ou menos bem pensada)
(10:14:56) capi: (embora eu me esforce progressivamente menos, e mais recentemente, me esforce destrutivamente)
(10:15:27) lu fávero: é por isso q vc é foda. pq vc consegue compartilhar com os outros o que vc pensa sem tentar impor nada (e se vc tenta impor qq coisa, faz de uma maneira tão sutil q é imperceptÃvel – e eu n percebi). E vc faz muita coisa, mesmo que só na palavra falada (e na escrita tb): você divide o que você pensa. Como assim “se esforça destrutivamente”?
(10:16:03) capi: não impor é impossÃvel, mas não tem problema, é gostoso ser um pouco despótico com seus amigos.
(10:16:18) capi: recentemente eu to me queimando de propósito.
(10:16:54) capi: quando eu era pequeno, minha mãe achava que eu ia tirar nota boa sempre, daà quando eu tirava 8, 9, ela reclamava que não era 10.
(10:17:06) capi: daà eu enchi, e passei um ano tirando 6 (a média) ou 7.
(10:17:10) capi: de propósito.
(10:17:18) capi: na verdade, foi bom que me deu tempo livro de sobra.
(10:17:26) capi: *livre.
(10:18:06) capi: daà hoje ficam meus amigos achando (pelo que eu falo) que se eu mestrar um rpg, vai ser foda, se eu tocar guitarra com eles, vai ser foda, se eu desenhar na parede, etc.
(10:18:28) capi: mas eu sou um bom falador (eu não tenho modéstia nisso, eu converso bem mesmo, sou de gêmeos, ainda por cima)
(10:18:37) capi: e isso não tem nada a ver com ser um bom fotógrafo
(10:18:47) capi: (embora me ajude na hora de conversar com um bom fotógrafo)
(10:19:08) capi: (daà o fato do ari querer me ensinar a tocar guitarra).
(10:19:27) capi: mas então, recentemente eu me queimei um bocado pra tirar umas expectativas chatas do meu redor.
(10:20:03) capi: mas essa fase passou, agora eu só me queimo de desconsiderado (porque ando inconseqüente, na verdade, o que é a mesma coisa, mas foca mais na causa)
(10:20:15) capi: (carai, eu to falando muito hoje de manhã)
(10:25:45) lu fávero: rsrsrs… Esse mal de mãe é absolutamente condenável (como se nota mostrasse realmente alguma coisa). E criar expectativas nas pessoas é algo inevitável (e complicado. passo constantemente por fases autodestrutivas e depois brigo comigo por causa delas).
(10:28:20) capi: como assim autodestrutivas?
(10:35:01) lu fávero: Desencanar de fazer coisas, desencanar de me relacionar com as pessoas…
(10:36:22) capi: desencanar é ruim…
(10:36:27) capi: mentira, é bom.
(10:36:36) capi: mas não larga tudo não, viu.
(10:37:01) capi: tem a parte que vc precisa, de tudo, mas principalmente tem a parte de tudo que precisa de vc.
(10:37:11) capi: a gente valoriza muito mal nosso protagonismo no mundo.
(10:38:55) lu fávero: é, isso é fato.
(10:40:48) capi: o lado bom de vc falar comigo nesta minha fase bizarra é que eu tive várias epifanias do mundo, então (além de mais falante) eu to cheio de opiniões…
(10:40:54) capi: ou sensações, sei lá.
(10:40:58) capi: ou quereres.
(10:43:12) capi: publiquei…
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Tags: amigos, mera falácia